Portáteis de 600€ feitos para combater o MacBook Neo já perderam a guerra: 8GB de RAM com Windows 11 é… Algo sem sentido.
Ou seja, quando a Apple lançou o MacBook Neo por uns super competitivos 599 dólares com 8GB de memória unificada, muitos acharam que o ecossistema Windows ia responder à letra e arrasar a maçã no preço.
Como tal, a resposta não tardou e, em plena Computex 2026, a Dell decidiu mostrar ao mundo o seu novo XPS 13 de gama de entrada para tentar desviar os olhares do portátil mais barato da Apple. O problema é que a marca não contou com a fome insaciável que o Windows 11 tem por memória RAM.
Por isso, em plena demonstração, o portátil rival foi apanhado a comer uma percentagem pornográfica dos seus recursos sem ter uma única aplicação aberta. É uma luta que está perdida logo ao início. O Windows 11 é demasiado pesado.
O espetáculo do MacBook Neo contra a triste realidade do Windows 11?
Antes de mais nada, se a RAM existe, é para ser consumida. Ver um portátil a consumir 70% da RAM só porque sim não é necessariamente uma má notícia. O problema é que todos nós sabemos o que vale o Windows 11 na gestão de recursos.
Os 70% estão a ser consumidos, porque o Windows 11 precisa de pelo menos 16GB para ser minimamente competente. É o que é. Não há como dizer que não a isto.
Mais concretamente, a forma como o macOS faz a gestão de memória é completamente diferente do ecossistema da Microsoft, e os testes reais já provaram isso. Recentemente, vimos o MacBook Neo de 600€ a aguentar uma carga absurda de 60 aplicações abertas em simultâneo enquanto transmitia vídeo por streaming, sem engasgar ou perder um único frame.
Entretanto, do lado do novo XPS 13 da Dell com os mesmos 8GB de RAM, a realidade foi um autêntico soco no estômago dos entusiastas: o Gestor de Tarefas do Windows revelou que o sistema estava a consumir uns impressionantes 5,6GB de memória (cerca de 70%) em idle, ou seja, com o computador parado a olhar para o ambiente de trabalho.
De facto, a imagem partilhada no X pelo utilizador @OfficeKabu não deixa margem para dúvidas.
Mesmo com o processador a descansar nos 1.07GHz, o sistema operativo estava a engolir os recursos quase todos. Isto acontece porque a Microsoft continua a permitir que uma quantidade ridícula de serviços secundários e aplicações inúteis arranquem em segundo plano logo quando ligas o PC. Deitando por terra a performance e a autonomia da bateria antes de começares a trabalhar.
Aliás, foi exatamente por isso que foi desenvolvida uma versão do Windows mais otimizada para as consolas portáteis. Mas, mesmo assim, em termos de performance pura e dura, o Windows continua a ser WIndows.
Em suma, achas que ainda vale a pena comprar um portátil com 8GB de RAM para trabalhar em 2026? Ou o Windows 11 já transformou essa especificação numa autêntica arrastadeira? Deixa a tua opinião nos comentários.






