Durante anos, mesmo muitos anos, aceitámos a ventoinha como um mal necessário. Aliás, a coisa funciona tão bem, que até alguns smartphones apareceram no mercado com ventoínhas algures lá dentro, para levar a performance a outros níveis.
Mas claro, barulho, pó, desgaste mecânico, etc… Há vários problemas com essa forma de arrefecer material.
É por isso que a YPlasma, uma startup deep-tech com raízes nos EUA e em Espanha, vai apresentar na CES 2026 aquilo que promete ser o primeiro portátil do mundo arrefecido a plasma.
Sim, plasma. Sem ventoinhas, sem partes móveis e praticamente sem ruído.
Adeus ventoinhas, olá plasma!
A tecnologia da YPlasma substitui as ventoinhas tradicionais por atuadores de plasma baseados em “Dielectric Barrier Discharge” (DBD).

Traduzindo para português normal, em vez de hélices a rodar, temos um filme ultrafino que usa cargas elétricas para criar um fluxo de ar de alta velocidade, conhecido como “vento iónico”. Isto significa… Nada de peças a mexer! Nem rolamentos a gastar, e por isso, nada de barulho irritante quando o portátil entra em esforço.
Aliás, segundo a empresa, o sistema funciona a cerca de 17 dBA, o que na prática é quase silêncio absoluto.
A espessura é incrível!

O mais impressionante é a espessura. Estamos a falar de um filme de apenas 200 microns. Isto permite integrar o sistema de arrefecimento diretamente no chassis ou nos dissipadores de calor, algo impossível com soluções tradicionais.
Na prática, isto pode abrir a porta a uma nova geração de portáteis ultrafinos que não precisam de sacrificar desempenho por falta de airflow. Ou seja, os atuais ultraportáteis vão ficar ainda mais finos.
Sim, é verdade que já existem portáteis sem ventoinhas, como é o caso do MacBook Air M4. Mas… A performance vai sempre sofrer com soluções passivas. É inegável.
Curiosamente, há mais um detalhe curioso. Estes atuadores conseguem funcionar em dois modos. Arrefecimento e aquecimento, tudo no mesmo filme. Algo que pode vir a ser útil para controlo térmico mais fino em equipamentos compactos.
Demonstração ao vivo já em janeiro
A YPlasma mostrou um protótipo funcional de um portátil arrefecido a plasma ao vivo na CES 2026. Ou seja, não estamos a falar apenas de renders ou promessas vagas. Vai haver hardware real em cima da mesa.
Agora claro, uma coisa é um protótipo, outra é produção em massa. Custos, fiabilidade a longo prazo e integração com CPUs e GPUs cada vez mais exigentes vão ser o verdadeiro teste.
Mas se a YPlasma cumprir metade do que está a prometer, isto pode muito bem ser a maior revolução no arrefecimento de PCs desde que as ventoinhas substituíram os dissipadores passivos.

