A NVIDIA vai invadir os portáteis ARM com o novo RTX Spark e colocar um ponto final nos “tijolos” que ainda andam por a
Ou seja, se há coisa que irrita qualquer utilizador que precise de um portátil poderoso para jogar ou trabalhar fora de casa é o peso absurdo das máquinas atuais. Mais concretamente, para termos o máximo de desempenho, somos quase sempre obrigados a carregar autênticos “tijolos”. Por sua vez cheios de ventoinhas barulhentas e uma quantidade industrial de tubos de dissipação (heatpipes). Tudo para evitar que o computador derreta.
Felizmente, a NVIDIA percebeu que o futuro passa pela eficiência e acabou de se atirar de cabeça para o mundo do Windows on ARM. Obviamente com o lançamento do seu novo processador RTX Spark. Algo que vai obviamente influenciar o resto do mercado.
O segredo da performance está onde?

A grande magia dos processadores baseados em arquitetura ARM é, sem qualquer dúvida, a sua eficiência energética.
Entretanto, de acordo com as últimas informações vindas da cadeia de distribuição, a Microsoft vai ser uma das primeiras a demonstrar o poder deste chip com o lançamento do Surface Laptop Ultra, configurando o RTX Spark para um TDP (Thermal Design Power) de apenas 110W. Para teres uma noção do que isto significa, este valor combinado para todo o sistema é consideravelmente mais baixo do que o limite de energia de uma única placa gráfica topo de gama atual, como as RTX 5080 ou RTX 5090 para portáteis, que sozinhas Weapon chegam a sugar 175W.
Ao eliminar a necessidade de um sistema de arrefecimento massivo e complexo, os portáteis equipados com o RTX Spark vão ser drasticamente mais leves e finos. Menos tubos de cobre e ventoinhas mais pequenas significam menos peso na mochila, sem que para isso tenhas de abdicar de uma performance gráfica de respeito.
Gráficos a sério? E performance no geral também ela a sério?
Como é óbvio, os 110W da Microsoft não são o teto máximo deste chip. Marcas como a ASUS já estão a preparar portáteis onde o RTX Spark vai operar nos 140W para extrair ainda mais sumo do processador e do chip gráfico. O mais interessante para os entusiastas do hardware é que, com base na arquitetura Blackwell da NVIDIA, se a marca der liberdade ao nível do software… Será perfeitamente possível fazer “undervolt” através de programas como o MSI Afterburner.
Isto vai permitir reduzir ainda mais o consumo e o calor, tornando as máquinas quase silenciosas.
No entanto, fica a grande dúvida se estes sistemas de arrefecimento mais magros vão mesmo conseguir domar o chip da NVIDIA ao longo de 2026.
Afinal de contas, até os processadores da Apple, como o M5 Pro e o M5 Max nos MacBook Pro, atingem facilmente os 100°C quando são puxados ao limite em tarefas pesadas. Seja como for, a chegada em força da NVIDIA ao ecossistema ARM é uma excelente notícia para o mercado de computadores portáteis. Se o plano correr bem, os computadores pesados e ruidosos têm os dias contados. E ainda bem que assim é.





