Portáteis Gaming continuam a ser uma compra estranha

Já ando nestas andanças da Leak.pt há alguns anos, e por isso mesmo, já tive a oportunidade de aconselhar vários leitores, na compra de smartphones, tablets, relógios, e claro, computadores, sejam eles portáteis ou desktop.

Dito isto, existem várias guerras que pessoalmente aprendi a ignorar, ou a saber levar, com alguma paciência, ao longo do tempo. Sendo a primeira o iPhone vs Android, em que o leitor quer um iPhone, mas quer que eu o convença do contrário (missão quase impossível), e claro, a situação da compra de um portátil gaming, em vez de um computador desktop.

Porém, enquanto um Android topo de gama vai fazer exatamente aquilo que o iPhone equiparável também faz… O mesmo não é bem verdade na segunda situação. Afinal, normalmente, um portátil gaming é mais caro, é menos durável, e é também incapaz de oferecer os mesmos níveis de performance.

Vamos por partes?

Portáteis Gaming continuam a ser uma compra estranha

Portanto, o portátil gaming, ou de forma mais específica, o portátil capaz de substituir um PC Desktop, já existe no mercado há vários anos, e sempre teve um elevado nível de popularidade.

Isto porque, segundo muito do material de marketing, este tipo de portátil chega ao mercado com as melhores especificações disponíveis, onde podemos encontrar processadores e placas gráficas de última geração, bem como ecrãs capazes de altas resoluções, e taxas de atualização de frames incríveis.

Em suma, este tipo de produto é muitas vezes apontado como uma máquina capaz de oferecer a mesma exata experiência (leia-se performance), comparativamente a um PC Desktop de topo.

Mas… Apesar da sua evolução ao longo dos anos, e das suas potencialidades atuais, não é tudo aquilo que o marketing afirma! É obviamente uma máquina que tem um espaço no mercado, mas que também tem as desvantagens.

ASUS, ROG, G14

Pontos Chave:

  • O nível de performance não é igual, mesmo que o nome dos componentes seja o mesmo.
  • Ter uma performance similar a um desktop de topo é muito mais caro no lado do portátil.
  • A durabilidade dos componentes é posta em causa, devido às temperaturas internas. (Menos espaço disponível para refrigeração).
  • Não é possível mudar componentes internos.

De forma muito resumida, este tipo de computador está situado entre um portátil normal, e um computador desktop. Como tal, costuma ter os pontos negativos de um portátil normal, e claro, também os de uma torre.

Afinal, apesar de serem portáteis, este tipo de computador é quase sempre grande, pesado, e oferece uma baixa autonomia. Os seus carregadores também são bastante maiores e mais pesados, comparativamente ao que podemos encontrar num ultrabook.

Antigamente, era possível trocar o disco rígido, a memória RAM, e alguns modelos, até o processador e a placa gráfica. Hoje em dia já não.

Infelizmente, para manter um formato compacto, tudo é soldado diretamente na placa lógica. Ou seja, quando a idade começar a ter algum impacto na performance, trocar componentes está completamente fora de questão. Vai ter de comprar um portátil novo.

Talvez mais grave que tudo isto, é o facto de muitos destes portáteis usarem componentes com o mesmo exato nome daquilo que podemos encontrar no mercado desktop, quando na verdade, no campo da performance, as diferenças são mais do que muitas. Por exemplo, a nova RTX 4090 Mobile é na verdade equivalente à RTX 3080 Ti Desktop.

Apesar de tudo, o grande problema… É o preço!

Um portátil gaming de topo, vai sempre começar nos 2000€, e dependendo da configuração, pode chegar aos 4000€, ou ultrapassar esse valor. Ao mesmo preço, vai conseguir um PC Desktop superior, e claro, com a capacidade de levar algumas atualizações ao longo do tempo.

Ademais, o que pensa sobre tudo isto? Acha que existe mercado para este tipo de produto? Partilhe connosco a sua opinião na caixa de comentários em baixo.

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Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, tive o meu primeiro PC aos 10 anos e aos 15 anos montei a minha primeira torre, desde aí nunca mais parei. Tudo o que seja tecnologia, estou na fila da frente para saber mais.

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