Como noticiámos ontem, a Qualcomm está a preparar uma espécie de “antídoto” para o mundo dos portáteis. Isto graças ao Snapdragon C, um SoC que promete ser poderoso o suficiente para as tarefas de escritório, ao mesmo tempo que continua a oferecer IA e, claro, uma autonomia de bateria incrível.
Mas, como é muito óbvio, esta jogada não é só para “ajudar” o mercado que está a ficar caro. É um claro contra-ataque ao MacBook Neo da Apple. O problema aqui é o do costume… Já o conheces muito bem.
Portáteis a 300€ com Windows 11… Queres mesmo isto?
Portanto, o problema é o mesmo de sempre. A qualidade destas máquinas vai ser, muito provavelmente, medonha.
Aliás, portáteis a 200€ ou 300€ não são uma novidade no mundo Windows. Eles sempre existiram. Basta olhar para os portáteis que são entregues aos jovens nos dias que correm, de forma gratuita, nas escolas portuguesas. São máquinas extremamente fracas, com ecrãs que fazem doer os olhos e teclados que parecem ter sido feitos no outro lado do mundo por meros cêntimos.
Sim, mesmo que o SoC da Qualcomm seja interessante, e eu acredito que vá ser, a realidade é que o problema é tudo o resto à volta. Isto é especialmente grave depois do lançamento do MacBook Neo. É que o portátil “low-cost” da Apple não é um sucesso apenas devido ao seu preço. O MacBook Neo é um MacBook a sério, com performance, bateria e uma qualidade de construção que deveria servir de aviso a todas as fabricantes de máquinas Windows 11.
Esse é o real problema. Entre um MacBook Neo de 600€ de alumínio, um bom ecrã, um bom teclado e um bom touchpad, com um SoC que foi pensado para um iPhone, mas que é incrível no mundo dos computadores, eu prefiro dar o dobro do dinheiro do que ter uma coisa de plástico que vai durar meia dúzia de dias ao meu ritmo de trabalho.
Aliás, os 300€ são um sonho que nunca se vai realizar no nosso mercado. Estamos a falar de máquinas que deveriam custar 300€, mas vão chegar ao nosso mercado acima dos 400€ ou 500€. E, nesse caso, a minha escolha é óbvia.






