O Huawei P9 Plus tem uma esbelta construção em aço de apenas 7mm de espessura.

A Huawei voltou a fazer das suas. No passado dia 09 de Abril, uma legião de jornalistas juntou se em Londres para assistir ao anúncio oficial do Huawei P9, com o grande destaque das câmaras criadas em conjunto com a Leica.

Mas, por mais interessante que seja o P9, são os grandes felinos que mais chamam à atenção e o verdadeiro tigre do evento foi o Huawei P9 Plus.

Câmara dupla Leica, flash dual LED e laser, além do eficaz leitor de impressões digitais: a traseira ocupada do Huawei P9 Plus.
Câmara dupla Leica, flash dual LED e laser, além do eficaz leitor de impressões digitais: a traseira ocupada do Huawei P9 Plus.

Um colosso de metal escovado, com ecrã de 5.5 polegadas e a prestigiante inscrição da Leica no seu módulo fotográfico duplo, o Huawei P9 é um dispositivo ao alcance de poucos fabricantes e isto é algo que temos vindo a dizer com frequência da Huawei.

Para sermos claros, ficamos claramente impressionados com o Huawei Mate 8. Onde o Huawei Mate S é uma chita veloz que se supera como exercício de design e elegância, o Mate 8 é um trabalhador incansável. Muitas marcas ficariam satisfeitas por conceberem tal dispositivo e fariam disso o ponto alto do ano.

Não a Huawei. Com a chegada dos Huawei P9 e Huawei P9 Plus, a marca Chinesa tem agora quatro smartphones de topo, confirmando a sua capacidade de se melhorar continuamente, e uma ambição séria em criar dispositivos de prestígio.

Vamos conhecer melhor este portento que é o Huawei P9 Plus?

A importância de se ser Leica

Podemos começar pelas câmaras. A dupla concebida em parceria pela Leica já fez correr muita tinta e ainda mal chegou ao mercado.

Nenhum outro smartphone no mercado oferece a riqueza do monocromático em estado puro.
Nenhum outro smartphone no mercado oferece a riqueza do monocromático em estado puro.

São duas unidades de 12MP com abertura de f/2.2, e representam a primeira incursão da Leica no mercado móvel. A marca não deverá precisar de qualquer introdução; hoje conotada com produtos de luxo, tempos houve em que qualquer fotojornalista digno desse nome teria uma Leica para o trabalho. O know-how da marca é, portanto, incomensurável.

A contribuição da Leica terá sido a diversos níveis, incluindo o desenho óptico das lentes, a concepção da mecânica na câmara, dos algoritmos de tratamento de imagem e o autor tem quase certeza que também terá sido ideia da Leica o módulo monocromático, sendo a relação da Leica com o preto e branco, uma relação de verdadeiro amor.

Que a Leica não tenha fabricado as ópticas não é verdadeiramente relevante. É sim que a marca não coloca o seu selo sem a adesão a estritos controlos de qualidade e da nossa experiência, é por demais claro que esta é uma câmara vencedora e o dedo da Leica é por demais visível. Essa é outra história e a Leak irá aprofundar esta questão em grande detalhe nos próximos dias.

As câmaras têm capacidade de filmagem em FHD e carecem de estabilização óptica, algo que a Huawei considerou desnecessário, tendo em conta a capacidade de resposta dos sensores actuais e a capacidade de angariação de luz com a grande abertura.

Todo o potencial da câmara Leica pode ser libertado em modo pro.
Todo o potencial da câmara Leica pode ser libertado em modo pro.

Lembram-se quando ficamos impressionados com o Huawei Mate 8, mas o consideramos algo “conservador”? Queríamos ver a Huawei a voltar a criar algo novo, claramente seu. Era isto a que nos referíamos. Com os P9 e P9 Plus, nesta parceria com a Leica, a Huawei cria uma verdadeira inovação, um produto único e mais uma lança o mote.

Num ano em que as câmaras duplas estão na moda, a abordagem da Huawei surpreendeu todos. A parceria com a Leica ainda mais, e quem tentar o mesmo agora, ficará irrevogavelmente marcado como o seguidista.

Design aprimorado

O Huawei P9 Plus tem uma esbelta construção em aço de apenas 7mm de espessura.
O Huawei P9 Plus tem uma esbelta construção em aço de apenas 7mm de espessura.

Do ponto de vista da construção, o exterior em aço escovado é não só extremamente atraente e robusto, como mostra aquela que tem sido a linguagem de design da Huawei nos lançamentos recentes. É uma linguagem que por momentos se poderia confundir com a de outras marcas, mas tem ganho em identidade e diferenciação e aqui voltamos a encontrar traços estilísticos do Huawei Mate S ou do mais recente Mate 8, mas igualmente do Nexus 6P.

O vermelho da Leica não foi esquecido. Se os teasers da marca o mostravam ao redor de um dos módulos, encontramo-lo sim no botão de bloqueio, mesmo abaixo do botão de volume do lado direito. Se há uma crítica que podemos fazer a um smartphone com estas câmaras, é a ausência de um obturador próprio, o que tornaria este o derradeiro smartphone para fotografia.

A construção é impecável. A Huawei tem-nos habituado a isto e o Huawei P9 Plus é dos melhores e mais sólidos smartphones que nos passaram pelas mãos, reafirmando o excelente momento da marca Chinesa em termos de capacidade de produzir dispositivos de topo. Para muitos, o mais importante será que, graças ao seu corpo compacto e acabamento em metal, o Huawei P9 Plus tem um excelente toque e assenta bem na mão.

Under Pressure: toque 3D chega ao mercado nacional

O ecrã de 5.5 polegadas permanece na resolução favorita da Huawei, FHD (1080x1920p) e, se na era dos ecrãs QHD pode parecer modesto, a tecnologia Super AMOLED possibilita uma qualidade de visualização impressionante. A Huawei tem, inclusivamente a sua própria abordagem aos algoritmos de nitidez do ecrã e os conteúdos multimédia são apresentados com bastante “punch”. Não houve poupanças aqui, com a adopção do mais recente Gorilla Glass 4 e o perfil 2.5D.

Mas o que poderá ter passado ao lado de muitos é que o Huawei P9 Plus apresenta finalmente toque 3D. Sim, eis um dos primeiros dispositivos a chegar ao mercado Português com um ecrã sensível à pressão!

O vermelho Leica. A importância desta presença ainda não é compreendida por todos.
O vermelho Leica. A importância desta presença ainda não é compreendida por todos.

Quando activamos esta funcionalidade, além do toque normal e do toque prolongado, passamos a ter a possibilidade de executar acções com um toque pressionado. Por exemplo, podemos esconder as teclas de navegação, ganhando precioso espaço de visualização, navegando com toques de pressão nas zonas onde as teclas virtuais estariam.

Em apps como o calendário, mensagens ou marcador, o toque com pressão abre pequenos menus de opções, como adicionar um novo evento ou contacto sem passarmos pela necessidade de abrir a app propriamente dita. Para a funcionalidade funcionar totalmente, faltará apenas que os programadores comecem a incluir esta possibilidade nas suas criações. Para já, o recurso é bastante promissor e funciona com clara leveza. Ponto extra para a Huawei.

 

No coração da fera

Debaixo do capô temos o Android Marshmallow a cavalgar toda a potência do HiSilicon Kirin 955 com a sua arquitectura octa-core encimada por quatro núcleos Cortex-A72 a 2,2GHz e 4GB de RAM, o tipo de combinação que, para os padrões actuais, oferece espaço de manobra quase ilimitado para o utilizador regular. A gráfica continua a ser a Mali-T880, enquanto o armazenamento base são 64GB.

Estes predicados são mais do que suficientes para um desempenho veloz, não importa a app carregada, transpondo para o quotidiano o que têm sido resultados invejáveis em benchmarks.

Toda esta potência está dentro de um corpo de 7mm que ainda encaixa uma bateria de 3400mAh? Impressionante.

As principais características:

  • Exterior integralmente em aço
  • Processador HiSilicon Kirin 955 com GPU Mali-T880
  • 4GB de RAM
  • Armazenamento de 64GB
  • Câmaras principais resolução de 12MP, com módulo monocromático e certificação Leica, flash dual LED e foco por detecção de fases
  • Ecrã de 5.5 polegadas FHD
  • Interface com 3D Touch

Expectativas

Queríamos a Huawei inovadora, e a marca correspondeu. Uma câmara monocromática num smartphone? Impensável.

Estamos a preparar uma longa análise ao que isto significa, mas os nossos leitores podem ter certeza que não é apenas uma artimanha, nem um truque. O impacto desta câmara muda por completo aquilo que pensamos que um smartphone é capaz de fazer por nós para fotografia de rua e há muito mais para fazer os sérios amantes de fotografia passarem a olhar para os smartphones com outros olhos.

A câmara a cores terá muita concorrência com que se bater, mas o módulo monocromático merece, inquestionavelmente, um lugar próprio em qualquer consideração. Não é só para fotógrafos: o utilizador comum passará a pensar a fotografia de outro modo e esperamos nos próximos dias podermos iniciar esse processo.

Em tudo o resto, o Huawei P9 tem as especificações para ser um dos smartphones fenomenais de 2016 e o Huawei P9 Plus ainda mais. Não escondemos a nossa preferência por ecrãs de 5.5 polegadas: trabalhamos demasiado em smartphones para pensarmos de outro modo. Por isso é um grande louvor à capacidade industrial da Huawei, a performance que conseguiu encaixar num corpo tão esbelto.  Isto sem esquecer o 3D Touch, que abre novas possibilidades de interacção com o smartphone e o torna à prova de futuro.

O Huawei P9 Plus é certamente um smartphone diferenciado e inovador que deixa as mais elevadas expectativas. Esperamos que os nossos leitores nos sigam nas próximas etapas da viagem de descoberta deste dispositivo.

 

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