A Sony provavelmente não estava a contar com uma reação destas, mas a verdade é que o anúncio do formato físico correu mal. Aliás, correu tão mal, que a Sony decidiu vir a público tentar clarificar a situação. Ou seja, a gigante Japonesa afirma que a intenção nunca foi acabar com o formato… Foi apenas começar a reduzir a sua produção, porque já não compensa.
Mais concretamente, depois de semanas de pânico total com o rumor de que a produção de discos iria cair uns brutais 90%, a Sony veio a público tentar acalmar as hostes, garantindo que a quebra prevista para 2028 é de apenas 10%, e não uma queda para 10%.
PlayStation voltou atrás e tentou ser “suave”!

Portanto, o porta-voz da divisão de fabrico de discos da marca (DADC) veio clarificar os comentários do seu responsável, mas fugiu a sete pés de responder sobre o que vai acontecer depois desse ano. Muito provavelmente porque nem a própria Sony sabe o que quer fazer a partir de agora.
Como é óbvio, a verdade nua e crua é que a intenção da gigante nipónica de empurrar tudo para o digital a partir de janeiro de 2028 continua em cima da mesa. Mas, a reação dos fãs nas transmissões em direto tem sido um autêntico terramoto de protestos.
Qual era o objetivo?
Não é preciso ser nenhum analista de Wall Street para perceber o verdadeiro objetivo desta manobra. Sem discos nas lojas, o mercado de usados morre.
Ao eliminar a possibilidade de trocares jogos com amigos ou de comprares títulos em segunda mão por metade do preço, a Sony puxa todo o consumo obrigatoriamente para a PlayStation Store.
Na loja digital não há intermediários, os descontos são controlados ao cêntimo pela própria marca e a margem de lucro é colossalmente superior face a qualquer venda a retalho. O jogador perde a liberdade de revender o que comprou e fica refém dos preços que a marca bem entender praticar.
Antes de mais nada, diz-me tu: se a próxima geração de consolas acabar de vez com os leitores de disco, continuas a comprar jogos no lançamento ou vais pensar duas vezes?






