Depois do sucesso estrondoso da Nintendo Switch e da loucura que tem sido o mercado dos PCs portáteis estilo Steam Deck e ROG Ally. Tudo indica que a Sony finalmente percebeu que deixar o formato móvel morrer foi o maior disparate que cometeu na última década.
Dito isto, o PlayStation Portal foi apenas um teste tímido às águas através de streaming, mas os japoneses estão a preparar o regresso a sério.
Afinal, novas fugas de informação revelaram detalhes bombásticos sobre o Project Canis, a consola portátil nativa da geração PS6 (a que muitos já chamam carinhosamente de PSP 3): o aparelho vai correr os jogos a uns modestos 540p na bateria, mas graças ao milagre do novíssimo PSSR 3.0 com inteligência artificial, promete entregar uma fidelidade e fluidez que encostam a performance às portas da poderosa PS5 Pro gastando apenas uma fração da energia!
Os dados foram avançados pelo portal GameGPU e confirmados por informações que o conceituado leaker Kepler_L2 já andava a partilhar nos fóruns especializados. A estratégia da Sony não é tentar enfiar um aquecedor a consumir 100 watts dentro de uma máquina que seguras nas mãos.
O caminho escolhido é muito mais inteligente! Dilício de ponta da AMD desenhado à medida e algoritmos de reconstrução de imagem para fazer o trabalho pesado sem rebentar com a bateria em meia hora.
O motor da fera: Arquitetura Zen 6 e RDNA 5 a 3 nanómetros

Portanto, para não cair no erro dos PCs portáteis que precisam de andar sempre agarrados a uma carregador. O Project Canis assenta num processador personalizado da AMD fabricado no avançadíssimo processo de 3 nanómetros da TSMC. A ficha técnica é uma autêntica loucura para um dispositivo portátil:
- CPU ultramoderno: Conta com 6 núcleos de processamento baseados na futura arquitetura Zen 6 (sendo 4 núcleos eficientes Zen 6c e 2 núcleos ultrabaixo consumo Zen 6 LP), garantindo que o sistema corre liso sem consumir quase nada em tarefas de fundo.
- Muita memória para gráficos pesados: Traz nada menos do que 24 GB de memória unificada LPDDR5X num barramento de 192 bits, arrumando a um canto as limitações de memória que hoje castigam aparelhos como a Xbox Series S.
- Consumos cirúrgicos: A máquina foi desenhada para operar num teto de consumo rigoroso entre os 15W e os 25W, garantindo uma autonomia decente para jogar fora de casa.
- Gráfica RDNA 5: O chip gráfico vem equipado com 16 Unidades de Computação (CUs) de arquitetura RDNA 5, a mesma geração de ponta que só veremos chegar aos computadores de secretária mais tarde.
540p nativos na mão que saltam para 1080p quase como por magia.
Em termos de poder bruto na bateria, a gráfica corre a 1.2 GHz e debita cerca de 4.91 TFLOPS (já acima dos 4 TFLOPS da Xbox Series S). Mas, quando encaixas a consola numa doca ligada à televisão da sala, a frequência sobe para 1.65 GHz e bate nos 6.75 TFLOPS.
Dito tudo isto, a verdadeira arma secreta tem quatro letras: PSSR 3.0.
Para poupar bateria e evitar sobreaquecimento quando jogas no comboio ou no sofá, o jogo corre internamente a uma resolução base de 540p. É aqui que entra o PSSR 3.0, que combina upscaling por inteligência artificial com a aguardada tecnologia de Frame Generation dedicada das consolas PlayStation.
Assim, na prática, a reconstrução para o ecrã Full HD (1080p) é tão apurada que o poder computacional efetivo equivale a 10 a 11 TFLOPS na mão. E salta para cerca de 14 TFLOPS quando ligada à corrente na doca. Ultrapassando a PS5 normal e colando-se à traseira dos 16.7 TFLOPS da caríssima PS5 Pro.
O próprio Kepler_L2 garante que a qualidade final deste novo PSSR 3.0 consegue rivalizar ou até ultrapassar o DLSS 4.5 da Nvidia. Oferecendo um desempenho em Ray Tracing a anos-luz de qualquer consola portátil atual.
Lançamento apontado para o final de 2027?
Os planos internos apontam para que a Sony queira colocar este Project Canis nas lojas no final de 2027. Resta saber se o aparelho vai chegar sozinho para combater a saturação do mercado. Ou se servirá de antecâmara para a grande consola de sala, a futura PlayStation 6… Consola cujos planos de lançamento podem derrapar face à escassez de componentes e à crise da memória.
Mas, curiosamente, há quem defenda que esta consola portátil devia ser a única aposta da Sony para o futuro. O que levanta a questão… Pode ser isto uma boa ideia? Uma PS6 apenas e só portátil? Partilha connosco a tua opinião.








