#PSBlackout. Sabes o que é isto? Basicamente, são os jogadores a declarar guerra à Sony contra a morte dos jogos em formato físico!
É muito provável que a transição cega para o mundo 100% digital não seja para beneficiar o jogador (consumidor), mas sim para dar o controlo absoluto do mercado às grandes empresas. Isto significa menos escolha, e claro, preços mais altos.
Sim, é verdade que durante anos tentaram convencer-nos de que o formato digital era o futuro da conveniência. Afinal de contas, nem precisas de ir a uma loja física comprar o que quer que seja. Mas, agora que apanharam o consumidor na teia, as coisas não estão a ser assim tão simples para as gigantes do mercado.
A Sony quer acabar definitivamente com os jogos em disco até 2028, e provavelmente já nem há forma de voltar atrás, visto que as fábricas estão a ser desmantelada. Mas, a comunidade de jogadores fartou-se de comer e calar.
PlayStation continua a irritar os jogadores. Não é boa ideia!
Caso não saibas, arrancou esta semana um boicote global de grandes dimensões batizado de #PSBlackout.

Ou seja, entre os dias 23 e 30 de agosto, milhares de jogadores em todo o mundo estão a recusar-se a ligar a consola, a não gastar um único cêntimo na PlayStation Store e a desligar por completo dos serviços online da marca japonesa em sinal de protesto aberto.
Sabes qual foi a resposta da Sony? Foi meter ainda mais o dedo na ferida.
O email provocador da Sony!

Como deves saber, a justificação oficial da empresa japonesa apoia-se no facto de que quase 80% das compras na PlayStation já são feitas online, usando isso como desculpa para empurrar toda a gente para um ecossistema fechado.
Mas, para piorar o cenário, no exato dia em que o boicote arrancou, a Sony decidiu deitar mais gasolina na fogueira ao enviar um email aos utilizadores a lembrar que, no formato digital, o jogo é apenas “licenciado e não vendido”.
A Sony disse na cara dos jogadores (tu e eu), que os jogos vendidos a peso de ouro nunca são de facto nossos. São apenas uma licença, e como tal, pode ser retirada a qualquer momento. Ou seja, quando compras um jogo digital na PS Store a 80 euros, tu não és dono de rigorosamente nada. Estás apenas a pagar uma autorização temporária para o jogar.
Isto é literalmente dizer que o nosso dinheiro de pouco ou nada vale. De um dia para o outro, os jogos desaparecem, mas ninguém te vai devolver os 80€.
Conclusão
Este protesto é forte, mas sofre do mesmo problema de todos os outros protestos como este. Quantos jogadores estão de facto a cumprir o “blackout”? A realidade é que a esmagadora maioria das pessoas não sabe, não quer saber, e é o que é.
A Sony sabe disto, e como tal, muito dificilmente o #PSBlackout vai ter força suficiente para fazer a administração da Sony colocar a mão na consciência ou se a ganância pelo controlo total do ecossistema vai falar mais alto do que a vontade de quem sustenta a marca há quase trinta anos.







