Durante muito tempo, falar de consolas portáteis da Sony era falar de nostalgia. Era lembrar a PSP, lembrar a Vita, e depois concluir que a marca tinha simplesmente desistido de lutar a sério nesse mercado. O que era uma pena, especialmente por tudo aquilo que a velhinha PSP trouxe para o mundo das consolas.
Mas… As coisas mudam e, como tal, depois do sucesso da Portal e da loucura das consolas portáteis com Windows à mistura, a Sony teve de voltar atrás. Ou seja, a Sony pode estar prestes a regressar em força. E não com uma consola portátil “bonitinha” para desenrascar. Estamos a falar de uma máquina que, no papel, pode meter respeito até à Xbox Series S e deixar a Switch 2 a olhar para cima em várias frentes.
PS6 portátil pode ser muito mais séria do que parecia!
Portanto, segundo o mais recente rumor, a futura consola portátil que deve acompanhar a geração PS6 poderá vir a oferecer mais desempenho do que a Xbox Series S em rasterização, e uma vantagem ainda maior em ray tracing. Só isto já seria suficiente para chamar a atenção. Mas a conversa não fica por aqui.
Há também a ideia de que a Sony quer usar uma nova geração do seu upscaling, o tal PSSR 3, para entregar qualidade de imagem acima daquilo que muitos achariam normal para uma consola portátil.
Ou seja, isto não vai ser outra brincadeira. Vai ser uma consola portátil a sério, com ambição real e com músculo técnico para não ficar reduzida ao papel de acessório.
A parte mais interessante nem é a potência. É a estratégia!
A Sony pode ter finalmente percebido uma coisa muito simples. Se a próxima geração de consolas domésticas vai ser cara ao ponto de assustar muita gente, então faz todo o sentido ter um segundo produto mais apelativo, mais fácil de vender e muito mais sexy para o consumidor médio.
Aliás, eu já o disse antes, a verdadeira grande jogada da Sony para a próxima geração pode nem ser a PS6 de sala. Pode muito bem ser esta portátil.
Afinal de contas, se a consola principal chegar perto dos 1000 euros, como alguns analistas já começam a temer, uma portátil forte, moderna e relativamente acessível pode ser a forma mais inteligente de meter utilizadores dentro do ecossistema PlayStation sem lhes pedir um rim logo à entrada.
Especialmente se for possível jogar os mesmos exatos jogos face à PS6 principal.
Se bater a Series S, o recado fica dado?
Há aqui um ponto importante. A Xbox Series S sempre foi vista como uma consola de compromisso. Menos poderosa, mais barata, mas ainda assim capaz de servir como base real para muito jogo desta geração.
Por isso, se uma portátil da Sony conseguir passar essa fasquia, mesmo que seja por pouco em alguns cenários e muito noutros, então estamos a falar de um salto impressionante para uma máquina móvel.
Não quer dizer que vá correr tudo com as mesmas definições de uma consola de sala. Nem quer dizer que não vá haver compromissos. Claro que vai haver. Mas já não estamos a falar daquele sonho antigo de jogar fora de casa com hardware fraco e demasiadas limitações. Estamos a falar de algo bem mais ambicioso.
Há um risco enorme no meio disto tudo
O problema é sempre o pacote completo. Preço, autonomia, refrigeração, peso, catálogo, suporte dos estúdios, estratégia de lançamento, compatibilidade e, acima de tudo, uma razão clara para existir.
Mas eu não acredito que esta PlayStation portátil seja uma consola separada. Vai ser uma consola portátil, que vai correr os mesmos exatos jogos da PS5 e da PS6. Parece estranho? Sim, talvez. Mas não acredito que haja espaço, ou vontade dos estúdios, de alimentar uma outra consola PlayStation.
Por isso, vamos ter dois pedaços de hardware, com objetivos similares, mas maneiras diferentes de os alcançar.
No fundo, esta pode ser a melhor ideia da Sony para a próxima geração
É estranho dizer isto, mas faz cada vez mais sentido. Numa altura em que as consolas domésticas arriscam tornar-se demasiado caras, uma portátil poderosa pode ser a resposta mais lógica para manter o gaming PlayStation relevante e apetecível.
Aliás, até pode acontecer uma coisa curiosa. A portátil acabar por gerar mais entusiasmo do que a própria consola principal. O que seria muito curioso neste novo mundo das consolas só para ricos.








