Lembras-te de quando os gráficos dos videojogos dependiam apenas do poder bruto do silício e do talento puro dos programadores? Pois bem, prepara-te para dizer adeus definitivo a essa era.
Depois de nos terem empurrado à força o upscaling com o DLSS e o FSR, e de nos terem impingido a geração de frames artificiais para mascarar jogos mal otimizados, a indústria prepara-se para a próxima grande revolução.
De facto, a Nvidia abriu a caixa de Pandora com o polémico DLSS 5 e a sua renderização neural, mas a AMD não vai ficar a ver navios! As mais recentes informações apontam para que a arquitetura RDNA 5 venha equipada com uma tecnologia equivalente de iluminação por Inteligência Artificial. E adivinha onde é que esse silício vai parar?
Diretamente ao coração da futura PlayStation 6 e da próxima Xbox!

Quem acompanha os bastidores do hardware conhece o leaker Kepler_L2 nos fóruns da AnandTech, uma fonte que raramente dá um tiro ao lado. O homem revelou que a AMD já está a preparar a sua própria resposta ao neural rendering da concorrente verde.
Isto significa que aquilo que hoje parece uma experiência cara e divisiva no PC pode muito bem transformar-se na regra obrigatória das consolas de sala até ao final desta década.
O que raio é a renderização neural e porque é que há tanta polémica?

Para quem ainda não percebeu o drama em torno do DLSS 5, a explicação é assustadoramente simples. Até aqui, a IA servia apenas para esticar a resolução da imagem ou inventar frames intermédios. O DLSS 5 vai muito mais longe! Analisa o jogo e “adivinha” onde deviam estar sombras, reflexos e fontes de luz adicionais, desenhando-os por cima do frame original em tempo real.
O problema? O algoritmo muitas vezes alucina e inventa coisas que destroem por completo a direção de arte original pensada pelos criadores do jogo:
- O precedente perigoso no PC: O NBA 2K27 é o único título com suporte nativo oficial neste momento, mas os modders já forçaram o DLSS 5 noutros jogos com resultados bizarros. Em alguns cenários ganhas sombras incríveis, mas noutros a IA decide mudar a paleta de cores e o tom da cena sem autorização de ninguém.
- A abordagem da AMD: Kepler especula que a resposta da equipa vermelha pode tentar aceder diretamente aos dados do motor 3D em vez de tentar adivinhar a cena às cegas como a Nvidia. Em alternativa, podem usar modelos mais leves focados exclusivamente em luz e sombra, preservando a identidade artística original do jogo.
- Um impacto brutal na performance: Esta brincadeira consome tanto poder de processamento que só deverá ser suportada em hardware de nova geração, ficando trancada na arquitetura RDNA 5.
A ponte de ouro para a PS6 e para a nova Xbox!
A AMD tem praticamente garantido o fornecimento dos chips para a futura PlayStation 6 da Sony e para a misteriosa consola de nova geração da Microsoft, conhecida internamente pelo nome de código Helix. E isso muda tudo na indústria do gaming.
A história é cíclica e já a vimos acontecer três vezes seguidas. A Nvidia inventa uma tecnologia proprietária no PC (Ray Tracing, DLSS, Frame Generation), a comunidade torce o nariz, a AMD desenvolve a sua alternativa aberta e enfia-a nas consolas de sala.
Claro que, a partir do momento em que a tecnologia entra na PlayStation e na Xbox, os estúdios são obrigados a desenhar os motores de jogo a pensar nisso, tornando a funcionalidade num padrão global incontornável.
E com mais atenção, esta vai ficar muito mais refinada.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto. Vês com bons olhos a PS6 e a nova Xbox usarem IA para desenhar as luzes e sombras dos teus jogos favoritos? Ou preferes que os gráficos continuem a depender unicamente da visão humana dos produtores?








