Se estavas a contar os trocos no mealheiro para deitar as mãos à PlayStation 6 no final de 2027, é melhor começares a puxar o travão de mão ao carro que é a tua vida. Até porque, se calhar nem em 2028 vamos ver uma nova consola da Sony.
Sim, já aqui falámos dezenas de vezes sobre como a loucura da Inteligência Artificial e os centros de dados estão a canibalizar o fornecimento global de chips de memória RAM e NAND Flash, fazendo os custos de produção de qualquer peça de hardware disparar para níveis pornográficos. Agora, a fatura bateu diretamente à porta da japonesa Sony.
De facto, numa entrevista recente ao The Wall Street Journal, o próprio CEO da Sony, Hiroki Totoki, veio deitar um enorme balde de água fria sobre os planos da nova geração. Afinal, segundo o patrão da marca nipónica, tanto a data de lançamento como o preço final da PlayStation 6 estão completamente no ar por causa do custo absurdo dos componentes.
Isto significa que, nem a própria Sony sabe quando é que poderá existir uma PlayStation 6. Aliás, isto pode meter todos os planos em risco de colapso. Onde claro está, temos de incluir a PlayStation 6 portátil.
O hardware está pronto? Sim, está. Mas… O preço é um problema gravíssimo!

Nos bastidores da indústria, é dado como certo que a arquitetura e as especificações técnicas da PS6 já estão fechadas com a AMD, estando os estúdios a meio dos trabalhos de desenvolvimento para os jogos de lançamento.
De facto, a janela original sempre apontou para o último trimestre de 2027, cumprindo o ciclo tradicional de sete anos de vida da PS5.
No entanto, uma consola de nova geração precisa de uma quantidade brutal de memória ultra-rápida (GDDR7) e armazenamento SSD de topo a preços contidos para conseguir chegar ao mercado por valores que o jogador comum consiga pagar.
Mas, com os preços das memórias a subirem em flecha e com previsões de escassez a prolongarem-se bem para dentro de 2027, a Sony tem um problema gigantesco em mãos… Ou lança a máquina em 2027 a um preço estratosférico que ninguém vai querer pagar. Ou empurra o lançamento mais para a frente à espera que a poeira assente.
É um problema gravíssimo.
Porque, ninguém vai desenvolver novo hardware, porque isso custa dinheiro. Mas também ninguém quer pagar o hardware agora, porque é demasiado caro. E agora?
A PS5 ainda tem muito para dar (para o bem ou para o mal)

A Sony já garantiu que tem contratos blindados para assegurar o fornecimento de componentes da atual PlayStation 5 até ao final de 2026 sem sofrer aumentos dramáticos imediatos. Mas, para a sucessora, o discurso mudou radicalmente de tom. “Ainda não decidimos em que altura vamos lançar a nova consola, nem a que preços”, assumiu abertamente Totoki, frisando que a empresa prefere acompanhar a evolução do mercado antes de dar um passo em falso.
Numa altura em que a fasquia dos 600€ e 700€ já deixou de ser tabu no mundo dos videojogos. Basta olhar para o histórico da PS5 Pro… O medo de vermos uma PS6 a roçar os 800€ ou 900€ no lançamento é bem real se a produção arrancar no pico desta crise.
Pessoalmente, acho que não vamos ver uma PS6 no próximo ano. Talvez em 2028, se a crise aligeirar.







