Lembras-te do escândalo quando a PS5 Pro foi anunciada a rondar os 700 ou 800 euros? Na altura, parecia que a Sony tinha atingido o limite máximo do que o consumidor comum estaria disposto a tolerar numa sala de estar, sendo também exatamente por isso que a consola não vendeu nada de especial.
Pois bem, se achavas que isso era abuso, prepara o estômago. Os preços aumentaram, e o que vem a seguir vai ser um quase pesadelo. Vários analistas da indústria apontam para que a futura PlayStation 6 possa mesmo estrear com uma etiqueta pornográfica de 1000€.
A questão agora é… Os jogadores vão aceitar? Vão pagar?
O aviso vem da conceituada firma de análise Ampere Analysis.
E agora? Vender menos 38% de consolas?

Portanto, ao que tudo indica, tanto a Sony como a Microsoft (que anda a preparar o projeto Helix para a nova Xbox) estão presas por arames para a geração de 2028. Com a crise interminável da memória RAM a secar componentes e os custos de produção em alta histórica, lançar uma máquina com salto geracional palpável vai custar uma pequena fortuna.
A matemática aqui não engana ninguém. Historicamente, a PS4 Pro chegou por 400€ e a PS5 base saltou logo para os 500€ (mais tarde aumentada para 550€). Seguindo a mesma lógica em relação ao patamar onde a PS5 Pro se instalou com as subidas recentes de hardware, os 1000€ na PS6 deixam de ser uma teoria da conspiração e passam a ser uma possibilidade assustadoramente real.
O problema é que há uma linha vermelha psicológica. Dar 1000€ por uma consola derrota tudo aquilo que este mercado sempre significou e deveria continuar a significar.
- O tombo nas vendas: Os cálculos da Ampere Analysis revelam que colocar a PS6 a 1000€ resultaria numa quebra imediata de 38% no volume de vendas face àquilo que a PS5 e a Xbox Series X movimentaram.
- Rombo de 3,4 mil milhões de dólares: Ao afastar a massa de jogadores logo no primeiro e segundo ano, a Sony perderia milhares de milhões em receitas agregadas de subscrições do PlayStation Plus e venda de jogos nas lojas digitais.
Presa por ter cão e por não ter?
A Sony meteu-se num beco sem saída.

O ciclo habitual de renovação de consolas ronda os sete anos.
Quebrar esse ritmo e adiar a PS6 para além de 2028 para esperar que os custos dos semicondutores e da memória DRAM estabilizem pode quebrar o interesse dos jogadores. Mas lançá-la a tempo e pedir 1000 euros por uma caixa para a televisão terá rigorosamente o mesmo efeito destrutivo.
As alternativas que os analistas deixam em cima da mesa são desconfortáveis, mas podem ser o único caminho para continuar a dar vida a esta indústria. Ou seja, a Sony subsidia o hardware à força e assume prejuízos brutais na venda de cada consola. Recuperando o dinheiro com mais subscrições e microtransações. Ou segue o caminho da Nintendo e abdica da corrida desenfreada aos gráficos fotorrealistas e aos terabytes de largura de banda, focando-se apenas na diversão pura e dura.
O problema é, o desenvolvimento da PS6 já terminou. Por isso, no fim do dia, a solução é só uma. A Sony tem de voltar a perder dinheiro em cada consola vendida. Caso contrário, a coisa tem tudo para correr mal.








