A PlayStation 5 levou o golpe mais duro de sempre? Há um novo jailbreak que abre a consola a quase tudo! – Quem acompanha os bastidores da indústria dos videojogos sabe perfeitamente que a Sony tem vivido meses de autêntica arrogância.
Afinal, anunciaram que querem matar o formato físico em disco a partir de 2028, e de facto começaram a fechar o cerco no ecossistema para transformar a PlayStation 5 num jardim fechado.
O problema é que, no mundo da informática e dos videojogos, quanto mais tentas apertar a corda ao pescoço da comunidade, maior é a força da resposta do outro lado. É a antiga e inegável lei da ação e reação.
PlayStation 5 – Deus perdoa, os piratas não!

Portanto, o contra-ataque acabou de cair com a força de uma bomba atómica sobre os escritórios de Tóquio! Chama-se “Relapse” e é o exploit mais perigoso, abrangente e agressivo alguma vez lançado para a PlayStation 5!
Ou seja, ao contrário de falhas anteriores que só funcionavam em consolas antigas e esquecidas numa gaveta com versões de software raras. Esta nova brecha afeta praticamente todas as versões de firmware da consola e já permite correr os lançamentos mais recentes do mercado sem pagar um cêntimo à dona da plataforma!
Para a Sony, que já estava em pânico com o avanço alucinante da emulação no PC, isto é o pior pesadelo possível tornado realidade!
O que é o exploit “Relapse” e porque é que a Sony está em pânico?
Até agora, quem queria entrar no mundo do jailbreak na PS5 tinha de procurar consolas com versões de firmware muito específicas e antigas. Muitas vezes guardadas em caixas seladas durante anos. Isso limitava imenso a proliferação da pirataria e do software caseiro (homebrew) entre o grande público.
Com a chegada do Relapse, as regras do jogo mudaram!
- Quase todas as consolas do mercado estão vulneráveis: A falha afeta praticamente todas as versões do sistema operativo da PS5, com exceção da recente versão 14.00.00, disponibilizada há escassas semanas. Ou seja, a esmagadora maioria das PS5 e PS5 Pro que estão atualmente nas prateleiras das lojas ou na sala dos jogadores corre versões vulneráveis prontas a desbloquear.
- Desbloqueio em menos de um minuto: O processo não exige soldaduras manhosas nem modificações físicas de hardware. É uma quebra direta de software que desativa a gestão de direitos digitais (DRM) e transforma a máquina fechada num computador aberto capaz de correr emuladores, sistemas operativos alternativos e aplicações personalizadas.
- Jogos de lançamento a funcionar de imediato: O maior golpe está na compatibilidade. Ao contrário de desbloqueios do passado que ficavam limitados a títulos antigos, o Relapse já está a correr títulos recém-saídos do forno, incluindo Marvel’s Wolverine e até a nova versão The Witcher III Remastered, sem pedir licença a ninguém.
A tempestade perfeita?
O timing desta descoberta não podia ser mais desastroso para a divisão de entretenimento da Sony. A marca enfrenta uma onda crescente de contestação por parte dos jogadores devido à decisão de empurrar a comunidade à força para as cópias digitais. Onde o utilizador não é dono de nada e fica sujeito a ter os seus jogos apagados se os servidores um dia forem desligados.
Ao mesmo tempo, como vimos nos últimos dias, a emulação da PlayStation 5 no PC e as camadas de tradução nativa como o AnyPS5 estão a andar a uma velocidade que… Vamos ser honestos. Ninguém julgava possível. Provando que o hardware x86 partilhado com os computadores convencionais é uma faca de dois gumes para quem tenta manter um monopólio fechado.
Em suma, quem semeia controlo excessivo, colhe pirataria! As comunidades de pirataria, quando juntas pelo mesmo propósito… São um inimigo formidável.








