Novas placas gráficas adiadas para 2028? – Lembras-te dos tempos em que a Nvidia e a AMD andavam numa guerra aberta para lançar uma nova geração de placas gráficas para jogos a cada dois anos? Podes esquecer isso e arrumar as botas.
Esse tempo já era! A indústria do hardware gaming já não manda nada nas prioridades das gigantes dos semicondutores, e como tal, vais ficar mais algum tempo “agarrado” a hardware antigo.
Ou seja, se estavas com esperança de ver as novas GeForce RTX série 60 com arquitetura Rubin ou a armada RDNA 5 da AMD a chegar às lojas em 2027, prepara-te para a desilusão. As fugas de informação mais recentes apontam para um adiamento brutal de praticamente toda a gama para 2028. Porquê? Muito simples. Iam chegar caríssimas, e de facto, é muito mais fácil vender para o lado da IA.
Placa Gráficas novas? Esquece isso. Só em 2028

Quem acompanha os fóruns do costume já conhece o nome Kepler_L2, um dos leakers mais fiáveis e certeiros do meio.
Dito isto, em resposta direta a conversas sobre o calendário das próximas gerações, o homem não poupou nas palavras. Alías, garantiu que quase todo o catálogo de placas para o mercado de consumo foi empurrado para a frente. O apetite insaciável das grandes empresas por chips dedicados a treinar e correr modelos de IA está a engolir a capacidade de produção inteira das fábricas da TSMC. E claro, entre vender uma gráfica de 1000 euros a um tipo que quer jogar Cyberpunk no quarto ou vender módulos empresariais a 30 mil euros cada um a Silicon Valley, adivinha para que lado a balança pendeu?
Os parceiros estão às escuras
Esta nova realidade deita por terra os rumores espalhados por canais como o Moore’s Law is Dead, que juravam a pés juntos que a Nvidia já estava a afinar as agulhas para meter uma RTX 6090 cá fora na primeira metade de 2027. A verdade é que as próprias fabricantes de placas parceiras (marcas como a Asus, MSI ou Gigabyte) admitiram recentemente que não fazem a mínima ideia de quando vão receber silício novo para trabalhar.
Alguns parceiros ainda sonhavam com o final de 2027, mas a maioria já tem a certeza quase absoluta de que as prateleiras só vão receber novidades de peso em 2028. A Nvidia já mostrou o seu superchip Vera Rubin com pompa e circunstância para o meio corporativo. Mas, para o lado dos jogadores o silêncio é ensurdecedor.
A única réstia de esperança: O chip AT2 da AMD!
No meio deste deserto de silício para quem joga no PC, parece haver apenas uma solitária exceção no radar. A AMD ainda terá nos planos lançar um chip conhecido internamente pelo código “AT2” no próximo ano:
- Um vislumbre da arquitetura RDNA 5: Os detalhes apontam para uma configuração de 40 Unidades de Computação (Compute Units), apontada ao segmento médio-alto do mercado.
- Memória e mira na concorrência: A máquina deverá trazer 12GB de VRAM num barramento de 192 bits, desenhada especificamente para ir para a guerra contra a atual GeForce RTX 5080 da Nvidia. Um salto importante face à atual Radeon RX 9070 XT, mas ainda assim uma gota de água num oceano parado.
A era em que o jogador passou a estorvo
Em suma, é revoltante ver como a narrativa mudou em tão poucos anos. A comunidade de entusiastas de PC gaming foi quem sustentou financeiramente a Nvidia e a AMD durante décadas. Comprando as suas placas, divulgando as suas tecnologias e aplaudindo cada nova geração de jogos. Hoje? O jogador comum passou a ser encarado pelas marcas como um cliente secundário. Quase um estorvo que pede chips baratos e consome linhas de montagem que poderiam estar a faturar milhões na nuvem.
Entretanto, e além de tudo isto, temos ainda de olhar para as consolas de nova geração, que muito provavelmente também vão ser adiadas para 2028. Não está fácil a vida dos gamers.








