O Pixel 11 Pro já começou a aparecer na Internet, e a verdade é só uma. A Google não quer reinventar nada. Quer apenas limar algumas arestas, mexer ligeiramente no design, e voltar a apostar numa fórmula que já conhece de trás para a frente. Ou seja, se estavas à espera de uma revolução visual, podes tirar o cavalinho da chuva. O próximo topo de gama da Google vai continuar muito fiel à linguagem dos últimos Pixel.
Mas isso não quer dizer que não existam mudanças curiosas, especialmente numa altura em que o mercado começa finalmente a pedir mais cuidado estético à marca.
O Pixel 11 Pro vai mudar pouco. Mas vai mudar onde era preciso.
Os primeiros renders CAD mostram um smartphone muito próximo do Pixel 10 Pro, com dimensões quase idênticas e a mesma abordagem geral ao design. Isto significa cantos arredondados, frente muito familiar, e claro, a já clássica barra traseira das câmaras.
Mas há aqui dois detalhes que saltam logo à vista!
O primeiro está precisamente nessa barra. A Google parece pronta para deixar de brincar com apontamentos de cor à volta do flash, e vai apostar num módulo totalmente preto. O segundo está nas margens do ecrã, que continuam finas, mas parecem um pouco mais bem controladas do que antes.
Ah, e há um terceiro que pode escapar ao olhar de quem nunca teve um Pixel Pro. O sensor de temperatura desapareceu. Um extra que sempre foi curioso, mas que vamos ser muito honestos… Quase ninguém sabia que existia e por isso o utilizava.
A Google continua teimosa. Mas já percebeu que o aspeto conta.
Este é o lado curioso. A Google sempre pareceu demasiado confortável com um design competente, mas nunca propriamente impressionante. Os Pixel davam muitas vezes a sensação de serem smartphones muito bons por dentro, mas um pouco preguiçosos por quem via de fora.
Agora parece existir finalmente alguma vontade de polir o produto.
Porque sim, a experiência de utilização conta muito. A fotografia conta muito. O software conta muito. Mas um topo de gama também tem de parecer um topo de gama quando o tiras da caixa. E isso nem sempre aconteceu com os Pixel.
No interior, a conversa deverá continuar muito semelhante!
No lado das especificações, não há grandes surpresas à vista. O Pixel 11 Pro deverá manter um ecrã LTPO AMOLED de 6.3 polegadas, bateria à volta dos 5.000mAh, e uma nova geração do processador Tensor, neste caso o Tensor G6.
A RAM deverá continuar nos 16GB, mas o armazenamento base continua a ser o ponto onde a Google mais arrisca falhar.
Se o modelo Pro continuar a começar nos 128GB, a marca volta a cometer o mesmo erro de sempre. Porque em 2026, para um smartphone Pro, isso já sabe a pouco. Especialmente numa altura em que outras marcas já começam a empurrar os 256GB como novo ponto de partida.
O grande problema pode nem ser o design. Pode ser o preço.
A Google até pode melhorar ligeiramente o aspeto, manter boa câmara, reforçar a IA e afinar o SoC Tensor. Mas se o preço voltar a subir, ou se a marca tentar manter o mesmo valor com compromissos demasiado óbvios, a conversa complica-se depressa.
Os Pixel estão longe da performance de um verdadeiro topo de gama, mas não estão longe no preço, e isso acaba por ser nefasto para aquilo que a Google quer fazer.
Ou seja, já não chega ser um Pixel competente. Tem de ser um Pixel fácil de justificar.
Lançamento no verão. E com a mesma estratégia de sempre.
Ao que tudo indica, o Pixel 11 Pro deverá ser apresentado em agosto, o que já começa a ser tradição recente da Google. Ou seja, vai chegar depois dos dobráveis de verão da Samsung, mas antes dos novos iPhones de setembro.
É uma janela interessante, porque permite à Google ter algum protagonismo antes de a Apple roubar o palco. O problema é que, para aproveitar isso, o produto tem mesmo de chegar afinado.
No fim do dia, o Pixel 11 Pro parece ser mais uma evolução do que uma revolução
Se os renders estiverem certos, o Pixel 11 Pro vai ser exatamente aquilo que muita gente esperava. Um Pixel mais polido, mais refinado e ligeiramente mais moderno. Mas ainda sem o golpe de ousadia que faria toda a gente parar para olhar.
No fundo, é a Google a jogar pelo seguro. Outra vez. Mas isso já não chega.





