A Philips criou um monitor com ecrãs dos dois lados, e isso é de facto uma ideia que faz todo o sentido. O mercado dos monitores de computador tem estado focado em ecrãs curvos gigantes, taxas de atualização pornográficas para jogos e resoluções que exigem placas gráficas de luxo.
No entanto, a Philips decidiu olhar para a produtividade de uma forma completamente diferente e surpreendeu a indústria ao revelar o seu novo monitor de dupla face.
Qual é a ideia aqui? Fará algum sentido colar dois ecrãs “costas com costas” ou a Philips inventou apenas uma excentricidade de engenharia sem utilidade real em 2026?
O conceito do Philips 24B2D5300: Duas faces e poupança de espaço na secretária!
Estamos a falar do Philips 24B2D5300.
Um dispositivo que apareceu listado de forma discreta nos portais oficiais da marca no Reino Unido e na Irlanda. Com os primeiros relatos a apontar para um lançamento oficial em junho pelo preço de 359 libras. (Cerca de 420 euros na conversão direta).
Dito tudo isto, embora a premissa pareça estranha à primeira vista, a verdade é que o conceito resolve uma dor de cabeça gigante no atendimento ao público e em salas de reuniões. É possível mostrar tudo em tempo real, para duas pessoas diferentes, e isso muda o jogo.
No lado das especificações técnicas, o equipamento é composto por dois painéis IPS de 24 polegadas com resolução Full HD (1080p) colados costas com costas no mesmo suporte central. Curiosamente, apesar de o foco ser claramente empresarial… A Philips não cortou na fluidez e incluiu uma taxa de atualização de 120Hz com suporte para Taxa de Atualização Variável (VRR) através do sistema AMD Adaptive Sync. Garantindo uma suavidade de imagem incrível seja para navegar em tabelas de Excel pesadas ou para ver uma transmissão desportiva.
O controlo total sobre o que o cliente vê!
Um monitor com dois ecrãs não significa que ambos os lados mostrem exatamente a mesma informação.
Ou seja, ao ser colocado num balcão de atendimento, num guichê de hotel ou num consultório médico, o utilizador pode trabalhar no ecrã frontal enquanto projeta informações específicas para a pessoa que está sentada à sua frente, sem precisar de rodar o monitor ou partilhar dados privados da empresa. O suporte permite ainda uma rotação física de 180 graus.
De facto, a Philips incluiu vários modos de visualização inteligentes:
- Modo DualView: Funciona exatamente como uma configuração tradicional de dois monitores em ambiente Windows (ambiente de trabalho estendido), com a particularidade de as janelas serem arrastadas “para trás” para aparecerem no ecrã oposto.
- Modo SmartView: Permite ativar uma divisão de ecrã (split-screen) na face principal e, em simultâneo, clonar ou estender uma dessas divisões para o ecrã do cliente do outro lado do balcão.
- Sincronização OSD: Um único menu de definições físicas permite ajustar o brilho, contraste e cores dos dois painéis ao mesmo tempo.
Para fechar o pacote de produtividade, as portas USB-C incluem tecnologia de entrega de energia (Power Delivery) capaz de debitar até 65W de potência. Isto significa que basta ligar um único cabo ao teu portátil de trabalho para transmitir o sinal de vídeo para o monitor e, ao mesmo tempo, carregar a bateria do computador, eliminando os carregadores tradicionais e a confusão de cabos em cima da mesa de trabalho.
A minha visão?
A Philips acabou de inventar o monitor perfeito para balcões de atendimento, receções de hotéis e clínicas médicas.
Andamos há anos a ver recepcionistas e médicos a rodar o monitor de forma desajeitada para nos mostrarem uma fatura. Por vezes nem sabes para onde estás a olhar porque é tudo feito “à pressão”.
Dito isto, ter um ecrã dedicado a olhar para o cliente enquanto o profissional continua focado no seu ambiente de trabalho privado é uma daquelas ideias tão lógicas que até custa a acreditar como ninguém a lançou em massa antes de 2026.
Agora é esperar para perceber se vai ou não ser um sucesso. 420€ pode parecer “puxado” para alguns negócios. Mas, para a qualidade do produto, não é assim tão descabido quanto isso.





