Durante anos, uma pen USB era quase equipamento obrigatório. Andava no bolso, na mochila, no porta-luvas. Servia para tudo: levar trabalhos da escola, passar fotos, instalar programas, guardar ficheiros só para o caso. Hoje, com cloud, WhatsApp, Quick Share, AirDrop e SSDs externos baratos, parece que as pens ficaram inúteis. E é aqui que muita gente faz o erro clássico: deita fora a pen antiga… e só depois percebe que ela era a solução mais simples para um problema real. A verdade é esta: uma pen drive USB antiga continua a ser útil e em 2026 ainda há situações em que é a opção mais rápida, segura e fiável.
Quando é que vale a pena recorrer à pen drive antiga?
1) Impressões e ficheiros sensíveis
Quem já precisou de imprimir algo numa loja, numa biblioteca, num centro de cópias ou até num escritório partilhado sabe o filme: pedem-te para enviares por e-mail, fazer upload para um site, ou abrir a tua conta na cloud num PC que não é teu.

E mesmo que tudo corra bem… estás a deixar rasto. Estás a partilhar dados. Estás a depender de Wi-Fi e de logins em máquinas que não controlas.
Uma pen USB resolve isto com zero drama:
- levas o PDF/ficheiro contigo
- ligas, imprimem, acabou
- sem e-mails, sem links, sem manda aí para o nosso WhatsApp
É o combo perfeito de privacidade + simplicidade + fiabilidade. E sim: ainda há imensos sítios onde a forma mais prática de imprimir é mesmo por USB.
2) Biblioteca de media offline: música, vídeos, fotos… sem depender de nada
Isto é mais old school, mas funciona: ter uma pen com uma pasta de músicas, fotos de família, vídeos, ou até um kit de ficheiros essenciais.

Há quem ainda use isto para levar músicas (rips de CDs, mixes, etc.) para um servidor/NAS, passar ficheiros para TVs, boxes, sistemas de som, autorádios e ter uma pasta de emergência com documentos importantes (já lá vamos).
A cloud é ótima até ao dia em que não tens net, o serviço falha, ou estás num sítio onde só precisavas de abrir aquilo… e não dá.
3) Apps portáteis: o truque que dá jeito mais vezes do que parece
Aqui entra um uso que muita gente nem conhece: aplicações portáteis. São programas que correm diretamente da pen, sem instalação “a sério” (em alguns casos, depende das permissões do PC).
Entretanto isto pode ser útil quando estás num computador de família ou de trabalho que não tem as tuas ferramentas, estás a viajar e apanhas um PC limitado, precisas de um browser, leitor, utilitário, ou ferramenta rápida sem mexer demasiado no sistema.
Não é para toda a gente, mas quando precisas… é ouro.
4) A verdadeira razão para nunca deitares fora uma pen
Se tens Windows (ou lidas com PCs de vez em quando), este é o motivo mais forte de todos: uma pen pode ser a diferença entre “perdi o dia todo” e “resolvi em 20 minutos”.
Uma pen pode virar:
- instalador de Windows (ou Linux)
- ferramenta de recuperação
- pen de drivers (para portáteis que precisam de “extras” para o Wi-Fi, touchpad, etc.)
E isto é especialmente importante em portáteis mais esquisitos ou com drivers específicos: quando precisas reinstalar o sistema, ter tudo preparado numa pen é o tipo de coisa que só valorizas… quando dá asneira.
Ok, mas as pens não são pouco fiáveis?
São. E convém dizer isto sem romantismo: pens USB não são o melhor para backups sérios. Um SSD externo, uma microSD de qualidade ou um NAS fazem melhor esse trabalho.

Mas a pen tem uma vantagem que nunca envelhece: mantém os ficheiros locais e não depende de internet, contas, servidores, nem Wi-Fi manhoso. E como ferramenta de desenrasque continua a ser das coisas mais úteis que podes ter por casa.
Como aproveitar uma pen antiga sem te lixares
Se vais voltar a usar uma pen velha, há 3 cuidados rápidos que valem muito:
Não uses como “backup único”
Assim serve para transporte, emergência, impressão. Backups a sério? Dupla cópia noutro lado.
Formata e dá-lhe um “reset” limpo
Entretanto se estiver cheia de tralha antiga, formata (e escolhe o formato certo: exFAT costuma ser a escolha mais compatível hoje em dia para ficheiros grandes).
Atenção a segurança em PCs públicos
Se ligares a pen a computadores públicos/duvidosos, assume que existe risco. Idealmente, usa uma pen “para imprimir” e outra “para coisas importantes”.

