A malta de Cupertino vive mesmo numa bolha dourada e, de vez em quando, abre a boca para provar que está completamente a leste da vida real de quem compra os seus aparelhos. Queres uma prova? O novo vice-presidente de engenharia de hardware da Apple, Tom Marieb, decidiu vir a público dizer que fica com a pele aos arrepios e tem uma reação visceral sempre que vê um utilizador meter uma película de vidro temperado no ecrã de um iPhone.
O argumento? Que os engenheiros da empresa passam anos a queimar pestanas para criar vidros deslumbrantes com o novo Ceramic Shield 2 e que colocar uma camada de plástico ou vidro por cima estraga essa obra de arte.
Pois bem, com todo o respeito pelo trabalho de engenharia, alguém precisa de descer o senhor Marieb à terra e lembrar-lhe um detalhe básico… Quando um ecrã racha numa queda acidental na calçada, e há iPhones a cair todos os dias… A Apple não pede desculpa nem oferece um novo por caridade. Espeta com uma fatura de 400 ou 500 euros na cara do consumidor!

É muito bonito falar de toque suave, revestimentos oleofóbicos de sonho e designs minimalistas quando se tem um ordenado principesco e gavetas cheias de iPhones de substituição no escritório.
Mas cá fora, onde o dinheiro custa a ganhar e os aparelhos ultrapassam facilmente a barreira dos 1.500 euros, ou batem nos 2.400 euros no caso do novo iPhone Duo, uma película de cinco euros continua a ser o melhor seguro de vida que alguém pode comprar.
Ceramic Shield 2: O vidro mais resistente do mundo? Sim, mas que continua a riscar.
A Apple jura a pés juntos que o novo Ceramic Shield 2, estreado na geração 17 e presente agora nos iPhone 18 Pro e no ecrã exterior do Duo, é três vezes mais resistente a riscos do que a versão anterior. Mas…
- O dilema eterno da dureza: Em ciência dos materiais, ou tens um vidro mais macio e maleável que resiste melhor a quedas sem estilhaçar, ou tens um vidro ultra-duro que não risca mas que parte ao primeiro impacto seco no chão. Não há milagres.
- A areia nos bolsos não perdoa: Podes ter a proteção mais avançada da história da humanidade. Basta meteres o telemóvel no mesmo bolso onde ficaram três ou quatro grãos de quartzo da praia ou da rua. Para o teu ecrã novinho em folha ganhar aqueles microrriscos irritantes que se vêem a quilómetros contra a luz do sol.
- As películas vão além dos riscos: Há quem use películas foscas para cortar o brilho, quem prefira filtros de privacidade para impedir que os curiosos no metro vejam as mensagens, ou quem queira simplesmente manter o ecrã imaculado para revender o smartphone por um valor decente no ano seguinte.
Conclusão
A conversa de que as películas estragam o design do aparelho já é velha e tem barba branca. Toda a gente sabe que usar o telemóvel sem capa e sem película oferece uma sensação de utilização muito melhor. O problema é o preço desse luxo.
Esquece estas conversas, e protege o teu investimento. Mas, tenta usar películas de qualidade, porque isso vai fazer a diferença.






