Isto se calhar vai soar a exagero, mas é completamente sem sentido um fã de futebol em Portugal ser obrigado a subscrever dois serviços para os jogos do seu clube. Até porque, a BTV (Benfica TV), não é obrigatória apenas para os adeptos do Sport Lisboa e Benfica. Todos os fãs de futebol, se quiserem ver todos os jogos do seu clube no campeonato nacional de futebol (Primeira Liga Portugesa), vão ter de ver pelo menos 1 jogo na BTV, o que é uma completa anormalidade.
Aqui se calhar vais dizer “mas, os direitos são do Benfica, por isso… Os jogos passam na BTV.” Errado! Os direitos foram vendidos à NOS, tal e qual como a esmagadora maioria de todos os outros clubes do campeonato português de futebol (à exceção do Moreirense, que vendeu à TVI).
A NOS é que prefere meter os jogos do SLB na BTV, porque assim pode pedir duas mensalidades em vez de apenas uma.
Depois queixam-se do crescimento do IPTV pirata. Giro não é?
É um assalto todos os anos.

No resto da Europa, o adepto paga uma mensalidade (que já costuma ser inflacionada) e tem acesso ao campeonato do seu país. Em Portugal, criámos este monstro em que, para seguir o teu clube de coração durante nove meses, precisas de ter Sport TV, BTV e, se quiseres ver as competições europeias ou a liga inglesa, ainda tens de juntar a DAZN (antiga Eleven) à equação. Quando fazes as contas no final do mês, estás a pagar mais de 60 ou 70 euros só em pacotes de desporto. É simplesmente ridículo.
A oferta é péssima, o serviço nem sempre é incrível, e pronto… É isto. Nada muda.
Conclusão
Anda-se há anos a promover a famosa “centralização dos direitos televisivos” como a salvação do futebol nacional, mas a verdade é que os prazos continuam a arrastar-se e as operadoras continuam a espremer o utilizador até ao último tostão. Enquanto o modelo for este espetáculo de divisão de conteúdos para obrigar à dupla e tripla subscrição, o resultado é óbvio… A pirataria vai continuar a bater recordes e o interesse pelo campeonato nacional vai continuar a cair a pique junto das gerações mais novas.







