Pagar mais de 2000€ por um Galaxy Z Fold 8 Ultra que aquece como uma torradeira? A Samsung diz que é uma excelente ideia!
A Samsung parece ter entrado numa espiral perigosa de obsessão pelo design à custa do bom senso técnico.
Ou seja, com o novo Galaxy Z Fold 8 Ultra, a marca sul-coreana conseguiu a proeza de criar um dobrável ridiculamente fino, apenas 4,1 mm quando aberto, o que o torna consideravelmente mais fino do que o novíssimo iPhone Air. No papel, os números são impressionantes. Mas, na prática, e para quem realmente percebe como um smartphone funciona, é um pesadelo.
Afinal de contas, para conseguir este milagre da engenharia e vender o telefone pela bagatela de 2199 euros, a Samsung tomou a decisão inacreditável de eliminar por completo a câmara de vapor para arrefecimento.
Ou seja, num dispositivo que custa o preço de um carro em segunda mão, a dissipação de calor foi entregue a uma simples e barata folha de grafite. Isto não é o fim do mundo, mas pode correr mal se fores um utilizador exigente.
Snapdragon 8 Elite Gen 5 num chassi minúsculo: O desastre anunciado?

As primeiras imagens do interior do Galaxy Z Fold 8 Ultra, já a circular no Reddit, confirmam o pesadelo. Estamos a falar de colocar o novo processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, um chip com uma capacidade de processamento brutal, mas que consome e aquece bastante… Dentro de uma autêntica estufa selada sem arrefecimento à altura.
Para se ter uma ideia da gravidade da situação, até smartphones focados em gaming (como o REDMAGIC 11 Pro), que trazem câmaras de vapor gigantescas e ventoinhas físicas integradas. Sofrem com estrangulamento térmico (thermal throttling) quando levados ao limite por este processador.
Imaginar este mesmo chip preso dentro de um dobrável de 4 milímetros, arrefecido por uma folha de papel de grafite… Enfim.
Fotografar no Verão? Boa sorte com isso
Isto não é apenas um problema para quem quer jogar jogos pesados ou usar emulação no ecrã dobrável, onde as quebras de FPS por segundo vão ser uma constante. Em países do sul da Europa como Portugal, com o calor de agosto, tarefas básicas como gravar um vídeo em 4K ao sol ou tirar uma sequência de fotografias… Podem ser suficientes para fazer o telemóvel escaldar e cortar o desempenho.
É completamente inaceitável que uma marca exija mais de dois mil euros por um topo de gama e corte no componente mais básico para manter a estabilidade do sistema. A obsessão pela espessura e a ganância em poupar na produção… Acabaram de dar aos consumidores mais uma excelente razão para deixarem este “Ultra” a ganhar pó nas prateleiras.





