Quase toda a gente comprou um na pandemia e a maioria guardou-o numa gaveta sem voltar a pensar nele. O LIDL traz de novo o oxímetro de pulso a um preço baixo, mas antes de o meteres no dedo há uma coisa mais importante do que o preço: saber ler o número que ele te dá. Falamos do pulsoxímetro da SENSIPLAST, a 8,39€, disponível nas lojas de sexta-feira, 25, a domingo, 27 de setembro. É um dispositivo médico que mede duas coisas: a saturação de oxigénio no sangue e a frequência cardíaca.
Como funciona e o que mede
Coloca-se na ponta do dedo e, em segundos, mostra dois valores. Um é a frequência cardíaca, em batimentos por minuto. O outro, o principal, é a saturação de oxigénio, indicada como SpO2 e apresentada em percentagem.

Por dentro, o aparelho faz uma coisa engenhosa: emite dois tipos de luz através do dedo e mede quanta é absorvida pelo sangue. É a partir dessa diferença que estima a percentagem de hemoglobina que está a transportar oxigénio. Tudo isto sem picar, sem tirar sangue e sem desconforto.
O número que interessa: quando te preocupares
Aqui está a parte que dá sentido ao aparelho todo. Num adulto saudável, a saturação de oxigénio situa-se normalmente entre 95% e 100%.
Numa constipação ou gripe, é comum descer ligeiramente, para a casa dos 93% a 94%, sem que isso seja motivo de alarme. Quando os valores baixam para os 90% ou abaixo, isso já pode indicar um problema que merece avaliação médica. E uma leitura persistentemente abaixo dos 90% é considerada, em termos gerais, uma situação a levar a sério e a mostrar a um profissional com urgência.
Convém deixar claro: estes intervalos são referências gerais para pessoas saudáveis. Quem tem doenças respiratórias crónicas, como asma ou DPOC, pode viver com valores mais baixos que são normais para o seu caso e só o médico define qual é o intervalo certo para cada pessoa.

Cuidado com as leituras erradas
Um oxímetro barato não é impreciso, mas é sensível a fatores que muita gente ignora. Há leituras que saem erradas não por culpa do aparelho, mas de como é usado.
Verniz nas unhas ou unhas postiças podem falsear o resultado. Mãos frias ou má circulação também. Luz forte a incidir no sensor idem. E o dedo deve estar quieto e a mão relaxada, de preferência abaixo do nível do coração. Se um valor te aparecer estranhamente baixo, antes de entrares em pânico, aquece as mãos, tira o verniz, fica parado e volta a medir.
Há ainda uma limitação técnica a conhecer: estes aparelhos têm uma margem de erro de cerca de dois pontos para cima ou para baixo face à medição feita em laboratório. Ou seja, um valor de 95% pode na realidade estar entre 93% e 97%. Serve para monitorizar tendências, não para diagnósticos ao décimo.
E este é o aviso que vale o artigo inteiro: um oxímetro não substitui o médico, e um bom número não te deve tranquilizar contra os sintomas.
Se te sentes mesmo mal, com falta de ar ou dor no peito, o que manda é como te sentes, não o que diz o ecrã. Há situações em que a saturação aparece normal e há, ainda assim, um problema sério a decorrer. O aparelho é um apoio, uma referência, um sinal de alerta útil, nunca a última palavra.

Vale a pena a 8,39€?
Para ter em casa, sobretudo com o inverno e a época das constipações a chegar, é um preço baixo para um aparelho que pode dar uma indicação útil num momento de dúvida. É especialmente prático para quem tem alguém com problemas respiratórios em casa e já foi orientado pelo médico a vigiar estes valores.
Só está disponível três dias e, como sempre nas campanhas do LIDL, o stock é limitado. Se o queres, convém não deixar para o fim de semana.
Tens um oxímetro em casa desde a pandemia ou nunca chegaste a comprar um?
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