Há uma coisa que eu noto cada vez mais, e não sou só eu. A malta está cansada desta mania dos “phablets”. Sim, porque em 2026 ainda estamos a fingir que um telemóvel de 6.7 ou 6.9 polegadas é uma coisa normal para meter no bolso e usar com uma mão.
Não é. Apesar de a grande maioria das pessoas preferir um smartphone “grande”, não é confortável ter um monstro nas calças, e claro, na nossa mão.
Dito isto, o mais engraçado é que a conversa já nem é sobre os Ultra ou Pro Max. É sobre tudo! Aliás, é exatamente por isso que troquei um iPhone 16 Pro Max por um iPhone 17 Pro, e sinto que o meu dia-a-dia melhorou imenso.
O tamanho “pequeno” de hoje em dia já é gigante

Se fores buscar um Galaxy S6, que hoje parece ser um smartphone velho dos tempos da guerra fria, e depois o puseres lado a lado com um Galaxy S25 base, vais ficar… Chocado.
A sensação é esta. Os telemóveis cresceram tanto que a perceção das pessoas também ficou toda torta. Hoje um ecrã de 6.2 polegadas é vendido como “compacto”, quando há 10 anos isso já era considerado grande. E a verdade é que, para muita gente, 6.2 já é o limite do aceitável.
De facto, o S25 base até passa bem. Mas continua a ser um bloco quando comparado com o passado.
Um telemóvel que não cabe no bolso, não pode ser um smartphone ideal para o dia-a-dia.
Um telemóvel maior não é só mais alto e mais largo. É mais pesado, incomoda a andar, incomoda a sentar, e para muita gente começa a ser literalmente um objeto chato de transportar.
E depois há outra parte importante… O uso com uma mão!
Muita gente hoje em dia tem de ajustar a pega só para puxar a barra de notificações ou tocar num botão lá em cima. É ridículo. E sim, há quem esteja a falar de problemas de pulso e mão no futuro, porque passamos horas agarrados a um pedaço de vidro cada vez maior.
Sim, há utilizadores que adoram ecrãs enormes. Tudo certo. Para trabalho, multitasking, jogos, consumo de vídeo, é ótimo.
Mas o que irrita mesmo é o facto de as marcas, especialmente a Samsung, empurrarem o utilizador para os modelos grandes se quiser o pacote completo.
Queres a melhor câmara? Vai para o Ultra. Também queres bateria a sério? Vai para o Plus ou Ultra. Ah… Queres as “features premium”? Vai para o maior.
E aqui é que muita gente perde a paciência. Porque não faz sentido nenhum uma pessoa ser obrigada a comprar um telemóvel maior do que quer só para ter o melhor hardware.
Ainda por cima, quando o S25 base podia perfeitamente ter melhores sensores e continuar a ser o “pequeno” da família.
“Ah, mas hoje os telemóveis substituem o PC”
Verdade. E essa é a desculpa que aparece sempre.
A malta usa o telemóvel para tudo, redes sociais, vídeos, séries, jogos, trabalho, banco, compras, navegação. Logo, faz sentido terem crescido.
Só que isto também é meio desculpa fácil. Porque o que está a acontecer é mais simples: vender ecrãs maiores é mais fácil, e para as marcas há vantagens óbvias em termos de bateria, dissipação de calor e até reutilização de componentes entre gamas.
E depois há outra coisa. Um “mini topo de gama” dá menos lucro. Tem o custo de um flagship, mas vende menos, porque o público é mais pequeno. A Apple tentou manter essa ideia viva com os iPhone mini e viu as vendas. Resultado? adeus.
Mas isso não significa que a necessidade desapareceu. Significa só que as marcas preferem ignorá-la.
Dobráveis são a solução? Ou o plano?
Quanto menos opções compactas existirem, mais os dobráveis começam a parecer a “solução”. Pagas mais, tens um ecrã grande quando queres, e um formato mais pequeno quando fechas.
O problema é que dobráveis continuam caros, continuam frágeis e continuam a ter manutenção absurda. Ainda não são alternativa.
Então afinal, qual é o tamanho certo? Partilha connosco a tua opinião na caixa de comentários em baixo.

