Isto tem a sua piada, porque a minha “carreira” na Leak começou com a análise de 2 teclados mecânicos, e desde aí, já me passaram pelas mãos umas boas dezenas, ou até mais de uma centena de teclados. Mas, do nada, parece que todas as marcas descobriram a magia dos ímanes.
Ou seja, se tens andado atento ao mercado dos periféricos de gaming nos últimos tempos, já deves ter reparado numa autêntica invasão de siglas novas nas caixas de teclados e comandos. Primeiro foi a febre dos sensores Hall Effect (HE) para acabar de vez com o infame stick drift nos comandos e trazer os gatilhos rápidos (Rapid Trigger) aos teclados. Agora, do nada, surge o TMR a prometer mundos e fundos como o novo “supremo padrão” dos periféricos.
Mas… O que muda no fim do dia?
Afinal, o que é o Hall Effect?

Para perceber a diferença, convém recordar de onde viemos.
Nos comandos tradicionais (como o DualSense ou o comando clássico da Xbox), os manípulos analógicos usam potenciómetros mecânicos. Ou seja, peças de metal que se esfregam numa pista condutora. Ao fim de alguns meses ou anos de desgaste físico, o contacto falha e o comando começa a andar sozinho. É o terror do drift.
O Hall Effect resolveu isso recorrendo a ímanes. O sensor mede a variação de voltagem quando o íman se aproxima ou afasta, sem qualquer contacto físico.
Nos teclados mecânicos, permitiu criar pontos de atuação ajustáveis ao milímetro (entre 0.1mm e 4.0mm) e a função Rapid Trigger, onde a tecla faz reset no instante exato em que começas a aliviar a pressão do dedo, algo vital para jogos competitivos como Counter-Strike ou Valorant.
Entra o TMR: O que raio é a Magnetorresistência de Túnel?

Por sua vez, o TMR (Tunnel Magnetoresistance) é uma evolução direta. Em vez de medir a voltagem elétrica como o Hall Effect, o TMR mede a resistência entre camadas magnéticas separadas por uma barreira microscópica. Na prática, isto traz três vantagens brutais no papel:
- Consumo de energia no chão: Gasta frações minúsculas da energia de um sensor Hall Effect tradicional, o que é um maná para a autonomia de comandos sem fios.
- Resolução e precisão cirúrgica: Consegue detetar variações minúsculas de movimento com muito menos ruído de sinal.
- Ímanes mais pequenos: Permite construir mecanismos mais compactos e leves sem perder fidelidade.
E os preços?
Curiosamente, não existiu uma subida de preços. Aliás, já vi teclados com estas tecnologias a menos de 100€. O que é mesmo muito interessante. Mas é normal e natural. As linhas de produção para Hall Effect já estão maduras, baratas e testadas até à exaustão.
Qual é o veredicto?
Comandos com TMR já começam a aparecer em força no mercado, enquanto nos teclados a transição ainda decorre a passo mais lento com marcas como a Cherry e a Keychron. Mas, é inegável que a coisa está a mudar.
Já deste o salto para periféricos magnéticos para fugir ao stick drift ou continuas fiel aos comandos e teclados mecânicos tradicionais? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







