Os tablets já perderam muita da sua identidade com o passar dos anos, mais concretamente quando o ecrã dos smartphones mais banais do mercado começaram a tocar nas 7 polegadas de ecrã. Afinal de contas, se já tens um aparelho no bolso com um ecrã enorme, acabas por não precisar de dois.
Depois, apareceram os smartphones dobráveis, que prometiam ser um 2 em 1. Ou seja, um smartphone quando fechados, e um tablet quando abertos. Isto significaria, com toda a certeza, o eventual desaparecimento do tablet, certo? Bem, errado! Sabes porquê?
Os tablets vão (finalmente) desaparecer? Óbvio que não!

Portanto, quando os primeiros smartphones dobráveis começaram a aparecer no mercado, o discurso dos departamentos de marketing foi imediato e até fazia algum sentido. Até porque a promessa era de que os preços iriam baixar à medida que a tecnologia ficava mais madura com o passar dos anos. Ou seja, “compra isto e podes deitar o teu tablet para o lixo”.
Mas, quase uma década depois, com a Samsung na enésima geração do Fold, a Google a insistir no formato e a Apple a preparar o seu primeiro modelo flexível, a realidade bateu à porta e mostrou que o tablet tradicional continua bem vivo e de perfeita saúde. Porquê? Simples. Porque os preços é que mandam no mercado.
Ou seja, a razão para os dobráveis não terem limpo o mercado dos tablets é óbvia e resume-se a uma palavra: preço. Pedir mais de 1.500 ou por vezes até mais de 2000 por um telemóvel que dobra e desdobra, quando compras um tablet brutal por 200 ou 300 euros, é um disparate financeiro que a grande maioria dos consumidores simplesmente recusa aceitar.
Ah, e isto nunca esquecendo a aparente fragilidade do ecrã de qualquer Fold, que ainda não passa confiança a nenhum consumidor casual.
Onde é que o tablet domina?

Para quem estuda ou trabalha em mobilidade, o tablet continua a ser imbatível. Suporta canetas stylus de tamanho real sem medo de riscar um painel de plástico mole, encaixa em teclados físicos robustos e oferece baterias massivas que aguentam dois dias longe da tomada. Num smartphone dobrável, alimentar um ecrã duplo com uma bateria dividida em dois blocos finos significa andar a caçar carregadores a meio da tarde.
A única fatia onde o dobrável já substitui o tablet é naquele nicho de quem tem carteira funda para queimar e quer ver vídeos ou redes sociais num ecrã maior sem andar com dois aparelhos nos bolsos. Fora desse grupo exclusivo, o tablet clássico de vidro rígido continua a ser a compra mais sensata e durável.
Entretanto, achas que os dobráveis vão acabar por dominar o mercado quando os preços descerem ou o tablet tradicional nunca vai desaparecer? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







