Os óculos inteligentes chineses querem dominar a Europa!

Durante anos, falar de óculos inteligentes era quase sinónimo de falhanço. Vimos muitos projetos, e claro, vimos muitos falhanços. Google Glass tentou, falhou, e o conceito ficou manchado. Mas… 2026 está a mostrar que essa história pode estar prestes a mudar! 

Curiosamente, quem está a liderar essa mudança não é a Meta, nem a Apple. É a China.

Os óculos inteligentes chineses querem dominar a Europa!

Portanto, na CES 2026, mais de metade das empresas a mostrar smart glasses eram chinesas. Algo que não foi coincidência, nem exagero do mercado. Em vez disso, foi um sinal claro de que este mercado está a explodir. Ou melhor, de que a indústria chinesa decidiu apostar forte numa categoria que durante anos ninguém conseguiu tornar realmente útil.

Segundo dados da IDC, o mercado chinês de óculos inteligentes cresceu mais de 62% em envios. Mas mais importante do que os números foi aquilo que se viu no chão da feira.

Não é só quantidade. É diversidade e maturidade

O mais impressionante não foi haver muitos modelos. Em vez disso, foi haver modelos muito diferentes entre si, todos com propostas claras.

Desde óculos focados em áudio e assistência por voz, até modelos com ecrãs MicroLED integrados, realidade aumentada funcional, tradução em tempo real e integração profunda com IA.

Empresas como a Rokid, Xreal, LLVision e XGIMI já não estão a mostrar protótipos experimentais. Estão a mostrar produtos quase prontos para o consumidor comum.

E sim, muitos deles fazem coisas que até há pouco tempo eram promessas da Meta ou da Apple.

IA é o motor de tudo isto

Em suma, os óculos inteligentes estão a crescer diretamente em cima dos avanços da inteligência artificial. Isto nota-se!

Os Rokid AI Glasses Style, por exemplo, não têm ecrã. São leves, discretos e funcionam como uma extensão auditiva da IA. Suportam vários modelos de linguagem, como ChatGPT, DeepSeek e Qwen da Alibaba. Tradução em tempo real, navegação, respostas contextuais e assistência por voz sem prender o utilizador a um ecossistema fechado.

Entretanto, os XGIMI MemoMind apostam num caminho diferente. Aqui há ecrã integrado nas lentes, interface visual, notificações, mensagens e navegação com MicroLED brilhante, tudo num formato que não parece um capacete futurista.

Por sua vez, a Xreal, continua a empurrar a fronteira entre óculos e headsets XR, com modelos como o 1S e o R1, capazes de criar ecrãs virtuais enormes, conteúdos em 3D e experiências mais próximas de computação espacial do que de simples notificações.

No fundo, a linha entre smart glasses e XR está a desaparecer.

Já não é só tecnologia!

Entretanto, outro ponto importante é que estas marcas perceberam algo essencial: ninguém quer usar óculos feios, pesados ou estranhos.

A XGIMI mostrou modelos que parecem óculos normais, com várias armações, leves, pensados para uso diário. Não é um gadget para impressionar. É algo para usar sem chamar a atenção.

Há também uma aposta clara em reduzir a dependência do smartphone. Os RayNeo X3 Pro, por exemplo, já integram eSIM e conectividade móvel. Chamadas, música, tradução e navegação sem telemóvel no bolso.

Sim, isto começa a tocar num território que ameaça diretamente o smartphone.

Aliás, até o gaming entrou na equação, com óculos AR a 240Hz desenvolvidos em parceria com marcas como a ASUS, a transformar qualquer espaço num ecrã gigante virtual.

Afinal… os óculos inteligentes sempre fizeram sentido?

De facto, talvez não antes. Mas agora, com IA madura, hardware eficiente, baterias mais compactas e um foco real na experiência do utilizador, a história é outra.

O Google Glass falhou porque chegou cedo demais e não resolvia problemas reais. O que se viu na CES 2026 mostra exatamente o contrário. Mas, talvez mais importante que isso, enquanto o Ocidente continua a prometer revoluções futuras, a China está a meter produtos cá fora.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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