Bose volta aos fones abertos com dois novos modelos: Mas… Vale a pena pagar 300 euros por uns fones que nem sequer tapam os ouvidos?
Lembras-te de quando a Bose decidiu inventar moda e lançar uns fones em formato de brinco que se prendem na cartilagem da orelha sem enfiar nenhuma borracha dentro do canal auditivo? Na altura muita gente achou que era apenas mais uma experiência passageira e cara para quem gosta de correr na rua sem ficar isolado do mundo.
Mas, a verdade é que a moda dos “open earbuds” pegou de estaca e todas as marcas chinesas se apressaram a copiar o conceito a preços mais baixos, e de facto, há alternativas muito boas no mercado. Tão boas, que a Bose se viu obrigada a renovar o seu produto.
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Os melhores fones abertos estão melhores, mas são caríssimos!

Portanto, pois bem, a gigante norte-americana não quer perder o comboio e acaba de apresentar a segunda geração dos Ultra Open Earbuds, juntamente com uma variante Sport Open mais barata.
Dito tudo isto, o hardware evoluiu, o som promete mais graves e até o carregamento sem fios finalmente deu o ar de sua graça… Mas com preços a bater nos 300 euros, será que faz algum sentido continuar a pagar este balúrdio quando a concorrência vende opções parecidas por um terço do valor? Essa é a questão do milhão de euros.
Entretanto, apesar de ainda não existir confirmação para o nosso mercado, é esperado que os novos modelos cheguem oficialmente às lojas a 1 de outubro. Os Ultra Open Earbuds (2ª Geração) chegam pelo preço puxado de 299 dólares (que em Portugal facilmente se traduz em mais de 300 euros), enquanto os Sport Open Earbuds apontam aos 199 dólares. Vamos ver o que muda na prática para perceber se há aqui substância ou apenas marketing refinado.
Bose Ultra Open Earbuds 2: O luxo que corrige as falhas do original!

O primeiro modelo era confortável, mas tinha falhas imperdoáveis para um produto daquele patamar de preço. A Bose ouviu as críticas e tentou emendar a mão nesta nova geração. As mudanças não reinventam a roda, mas resolvem dores de cabeça antigas que irritavam qualquer utilizador.
- Graves mais cheios e Modo Cinema: O calcanhar de Aquiles dos auriculares abertos sempre foi o som chocho e a falta de impacto nas frequências baixas. A Bose estreou novos altifalantes dedicados a entregar graves mais profundos e maior volume geral, estreando ainda o modo espacial TrueSpatial para podcasts e filmes.
- Carregamento sem fios na caixa: Parece anedota, mas o modelo anterior custava uma fortuna e obrigava-te a andar sempre agarrado a cabos. A nova caixa fica finalmente de pé na secretária e suporta carregamento por indução Qi.
- Chamadas limpas por IA: Quem tentava falar ao telemóvel na rua com a primeira versão sofria com o barulho do vento. Agora há algoritmos de inteligência artificial desenhados para isolar a voz humana do trânsito em redor.
- Bateria até 9 horas: Oferece cerca de 9 horas de reprodução contínua na orelha, com a caixa a fornecer mais 19,5 horas de autonomia de reserva.
- Tecnologia Snapdragon Sound: Suporta aptX Adaptive para quem tem telemóveis Android compatíveis, Bluetooth multiponto para ligar a dois aparelhos em simultâneo e resistência a salpicos IPX4.
Bose Sport Open: A alternativa para o suor e a corrida

Para quem passa a vida no ginásio ou a devorar quilómetros no asfalto e não quer arriscar perder uns fones de 300 euros na calçada, a marca desenhou os Sport Open Earbuds por 199 dólares. O aspeto visual muda: têm um formato em “C” mais pronunciado, acabamento em silicone macio para não escorregarem com os movimentos bruscos e classificação IP54, aguentando pó, terra e transpiração pesada sem queimar os circuitos.
A grande sacada aqui reside nos controlos. Em vez de painéis táteis manhosos que falham assim que tens os dedos molhados de suor ou chuva, a Bose colocou botões físicos clicáveis que respondem à primeira. A caixa também traz carregamento sem fios, com uma autonomia de cerca de 7 horas nos fones e mais 22 horas no estojo.
E agora?
A qualidade de construção e o prestígio acústico da Bose continuam num patamar de respeito. Mas, justificar quase 300 euros por uns auscultadores que deixam entrar o ruído exterior de propósito é um exercício financeiro cada complicado.
Teremos de perceber se a Bose conseguiu meter aqui alguma magia, ou não.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto. Darias 300 euros por uns fones em formato de mola para correr e andar na rua sem isolar o som ambiente? Ou achas que este formato só faz sentido se custar uma fração desse valor?






