Os apoios aos carros elétricos estão de volta, mas é preciso ter muita atenção às rasteiras! – Quem anda atento ao mercado automóvel em Portugal sabe perfeitamente que comprar um carro é um autêntico sufoco financeiro. Sendo exatamente por isso que o mundo dos usados costuma reinar na nossa região.
Mas, com os preços dos combustíveis a aumentar todas as semanas, a realidade é que a promessa dos veículos 100% elétricos começa a seduzir muito boa gente.
Dito tudo isto, se estavas a chorar o facto de os incentivos do Estado terem esgotado num piscar de olhos no passado, o Governo decidiu reabrir a torneira do Fundo Ambiental. Mais concretamente, vem aí uma nova tranche de 10 milhões de euros com promessas de retroatividade para quem já comprou carro.
4.000 euros e o teto máximo.
A grande novidade desta fase, cujas candidaturas devem abrir até 11 de junho, é a dita retroatividade. Isto significa que se compraste um elétrico a partir de 1 de janeiro de 2025 e ficaste a ver passar os navios porque o dinheiro evaporou, podes finalmente tentar a tua sorte.
Entretanto, o valor para clientes particulares mantém-se nos 4.000 euros (subindo para 5.000 euros no caso de IPSS ou autarquias).
Mas, para meteres a mão neste dinheiro, o teu carro novo não pode custar mais do que 38.500 euros, já com IVA e todos os extras incluídos. A única exceção vai para as famílias numerosas que precisem de um veículo com mais de cinco lugares, onde o teto máximo sobe para os 55 mil euros.
O abate obrigatório e a burocracia?
Além de tudo isto, se achavas que bastava escolher o carro e esperar pelo cheque, prepara-te para a segunda rasteira. Ou seja, para teres direito ao incentivo de 4.000 euros. És obrigado a entregar para abate uma viatura a combustível fóssil que tenha mais de 10 anos.
Assim, o Governo dá-te uma ajuda com uma mão, mas obriga-te a desfazer do teu chaço velho com a outra.
De facto, reunir faturas, comprovativos de matrícula e certidões de abate para tentar a sorte num portal que costuma estourar com o excesso de acessos é o novo desporto nacional ao longo de 2026.
Vale ainda a pena salientar que as candidaturas vão ser feitas online no portal do Fundo Ambiental. E, como o bolo inicial é de apenas 10 milhões de euros (embora prometam esticar até aos 20 milhões se houver boa vontade)… Convém começares já a juntar os papéis.





