Bruno de Carvalho: Facebook – para trás e para a frente


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A comunicação já é mais do que a simples leitura de um livro, de um jornal, de um serão passado em família a contar o dia, a ver televisão ou um filme ou aquela conversa descontraida com os amigos.

A necessidade de comunicar, de fazer parte, de nos sentirmos inseridos, de conhecer, de abrir novas fronteiras de pensamento levou ao crescimento exponencial das redes sociais.

E tão importante é poder comunicar com os outros de forma rápida e simples. Uma palavra ecoa pelo Mundo numa questão de segundos.

E assim o Facebook tornou-se rápidamente na maior comunidade do Mundo.

E como qualquer comunidade não escapa a um conjunto de virtudes e defeitos que nos caracteriza enquanto Homens e não máquinas.

Um meio de excelência para um contacto directo cheio de riqueza de passagem de conhecimento e de aprendizagem, mas com um lado perverso promotor de sobredosagem de informação e muitas vezes usado como fonte de radicalismos de pensamento,

E eu, um Facebookiano assumido, tenho de confessar que já vivi e assisti a todos esses estágios e realidades.

É uma lição de vida e muitos acabam por se querer afastar. Mas afastaramo-nos da mesma é afastarmo-nos de quem queremos estar perto. E assim vamos para trás e para a frente. Aceitamos e rejeitamos. Um dia queremos estar, no outro queremos distância. Hoje dizemos ao Mundo: quero estar aqui presente! No outro juramos que não voltamos mais! Mas no dia seguinte estamos de volta…

Mas se pararmos um pouco e pensarmos bem não é pelos seus “defeitos” que a devemos rejeitar, mas tem de ser pelos seus “defeitos” que nos devemos querer melhorar. No fundo o Facebook é um espelho do Mundo actual a que não podemos fugir.

E eu fui percorrendo esse caminho. Do uso, ao abuso, da presença à sua rejeição.

Mas está claro para mim que o Facebook é a minha ferramenta de eleição dos tempos modernos para ouvir e ser ouvido. Uma porta de abertura fácil ao conhecimento e à interacção.

Mas como tudo o que é bom temos de saber dosear, temos de saber filtrar, temos de saber usar.

Não podemos pedir a uma ferramenta que se substitua aos nossos instintos e à nossa natureza enquanto pessoas. O Mundo é o que dele fazemos e as comunidades os reflexos da nossa essência.

A lição é que não devemos rejeitar a facilidade em comunicar com o Mundo, mas que qualquer facilidade tem o seu reverso exigindo uma maior concentração na arte de o bem fazer.

Por isso caros Facebookianos vamos assumir a nossa essência de querer estar perto, falar, ouvir, ensinar e aprender!

Mas um conselho fundamental: não a tornem na vossa única ferramenta de comunicação. O Vintage é uma moda cíclica e como sabemos é o nosso lado nostálgico da vida que o provoca. Saibamos ser Vintage também na comunicação e façamos um regresso ao passado todos os dias não perdendo o contacto com a nossa família e amigos. Viver nesta comunidade virtual, tão ampla e vasta, não nos deve fazer esquecer e afastar dos que estão mesmo ao nosso lado!

Je suis Facebookiano mas não se esqueçam de ser felizes!

Publicado na Leak com autorização do autor

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