Durante anos parecia não existir alternativa, e de facto não existia. Ou pagavas 50€ ou 60€ por mês por um pacote fechado, ou ficavas praticamente sem opções. Porém, graças à entrada da DIGI em Portugal, o mercado mexeu-se e não foi pouco.
Sim, no final do dia, a única operadora a sério a entrada no nosso mercado foi a DIGI. No lado das grandes “apenas” tivemos uma resposta a partir de entidades low-cost, a Woo, UZO e a Amigo, mas isso, também mudou o jogo.
Aliás, agora que já temos mais de 1 ano de DIGI no mercado português, é inegável que as coisas estão extremamente curiosas para quem quer poupar dinheiro a sério.
Mas, a pergunta é simples… São mesmo diferentes? Ou é tudo igual com nomes diferentes?
A verdade sobre as redes
Aqui não há grande mistério. Enquanto a DIGI tem uma rede própria, todas as operadoras low-cost usam a infraestrutura das casas-mãe. Mais concretamente:
- UZO usa rede MEO.
- Woo usa a rede NOS.
- Amigo anda na rede Vodafone.
Isto significa que, em teoria, se já estavas satisfeito com a cobertura do teu operador, faz sentido escolher a versão low-cost da mesma rede. Na prática, é quase como mudar de tarifário sem trocar mais nada. De facto, foi o que fiz quando troquei a Vodafone pela Amigo.
Cobertura: é aqui que tudo se decide
Há relatos muito positivos da DIGI em certas zonas, especialmente em Lisboa, com sinal estável e roaming a funcionar bem. Mas também existem queixas noutras áreas, como no Grande Porto, com chamadas a cair e dados móveis inconsistentes.
Já Woo, UZO e Amigo tendem a ter uma experiência mais previsível, precisamente porque assentam em redes já consolidadas há muitos anos.
As diferenças escondidas nos tarifários
À primeira vista, os preços são muito semelhantes. Mas existem pequenas diferenças que raramente aparecem nos anúncios.
Algumas destas operadoras não incluem voicemail ou aviso por SMS quando estás sem rede. Também existem limites artificiais de velocidade em determinados planos, apesar de todo o marketing a referenciar dados ilimitados.
Isto entre outras pequenas coisas.
São pormenores, mas para quem usa o telemóvel de forma intensiva, podem fazer a diferença.
Há outra vantagem!
Seja DIGI ou uma Low-Cost, não há fidelização. Se não gostas, mudas novamente. Isso, por si só, já é uma revolução face ao que existia há poucos anos.
E no serviço fixo?
Aqui a conversa é um pouco diferente.
Só vai existir serviço low-cost, se existir DIGI na tua zona. Pode parecer uma coisa extremamente estranha, e até anti-consumidor, mas é assim que as coisas funcionam em Portugal.
Dito tudo isto, a DIGI trouxe preços agressivos na fibra, e há utilizadores satisfeitos com a estabilidade. Outros apontam problemas no apoio ao cliente e demoras técnicas. Já a Amigo, UZO e Woo contam com as suas próprias equipas, mas têm apresentado feedback mais estável em termos de velocidade e fiabilidade.
Então, qual escolher?
Se queres jogar pelo seguro, escolhe a low cost da rede onde já sabes que tens boa cobertura.
Entretanto, se queres experimentar pelo preço mais baixo possível, arrisca. A falta de fidelização torna a mudança simples.
No final, tens tudo para poupar dinheiro todos os meses. Olha o meu caso. Pagava 30€ por mês para ter uma ligação ilimitada no smartphone, e agora pago 8€. Ao fim de um ano é uma poupança de 264€. Isto em apenas um telemóvel. É significativo!









