A Intel podia e devia ser um peso pesado do mundo das placas gráficas. Sim, é verdade que a gigante Norte-Americana passou um mau bocado nos últimos 10 anos. Mas também é verdade que a sua capacidade de desenvolver e produzir é… quase infinita. Dinheiro nunca foi problema. Por isso, quando a Intel anunciou que se iria juntar à AMD e NVIDIA no mundo das placas gráficas, o mercado ficou em pulgas para saber o que ia sair daqui.
Mas… Até agora… Quase nada. Mas… num mercado em 2026 onde a NVIDIA reina quase sozinha e os preços do hardware continuam pela hora da morte, fará algum sentido continuarmos a acreditar nas promessas da Intel ou a marca está apenas a dar corda aos sapatos para fugir do mercado de desktops?
Onde estão as placas gráficas Intel? Ninguém sabe. Nem a Intel.
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Pois bem, a Intel jura a pés juntos que as placas gráficas Arc não vão morrer. Mas, onde é que está a grande rival da NVIDIA?
Quem acompanha o mercado de hardware sabe perfeitamente que ter uma terceira marca a combater o duopólio da NVIDIA e da AMD nas placas gráficas é o melhor que podia acontecer para os nossos bolsos.
De facto, quando a Intel entrou no mercado em 2022 com as primeiras Arc Alchemist, o arranque foi um bocado tremido, mas a atual geração Battlemage (com a excelente Arc B580 à cabeça) provou que a marca sabe entregar uma performance brutal e uns generosos 12GB de VRAM por uns incríveis 250 euros. Deixando assim a concorrência a morder o pó no segmento de entrada.
Mas… os rumores à volta de uma Intel pronta a desistir nunca morreram. Aliás, voltaram a ganhar força nas últimas semanas.
O mercado precisa de uma Intel forte e focada. Estar sempre com um pé na rua não é nada.
A conversa oficial da Intel na Computex contra o deserto de lançamentos
Portanto, durante uma sessão de perguntas e respostas na Computex, o diretor-geral do Client Computing Group da Intel, Alex Katouzian, foi confrontado com os rumores do fim das placas dedicadas e apressou-se a acalmar os espíritos.
Ou seja, segundo o executivo, o mercado de gaming continua a gerar receitas brutais e as placas gráficas de desktop continuam a ser “super importantes” para o catálogo da equipa azul. O argumento é que os criadores de motores de jogo continuam a trabalhar arduamente na otimização dos drivers da Intel.
No papel isto é música para os nossos ouvidos, mas a realidade prática deixa muitas dúvidas no ar.
A grande bandeira vermelha desta estratégia é o desaparecimento misterioso da há muito prometida Arc B770, carinhosamente apelidada nos bastidores de “Big Battlemage”. Esta placa devia ser a grande resposta da Intel para combater a gama média-alta da concorrência e os rumores apontavam seu lançamento para o final de 2025 ou início de 2026. Mas… Até agora… Nada!
O que é uma pena, porque este segmento de mercado precisa de uma placa gráfica boa e acessível como precisa de pão para a boca.
Fuga para o mercado profissional em 2026?
Vários analistas e fontes ligadas à cadeia de distribuição começam a avançar que a muito desejada Arc B770 para jogadores foi silenciosamente cancelada devido à crise global dos componentes, que inflacionou o preço de produção do hardware de forma absurda.
Assim, em vez de lançar a placa para o mercado de consumo, a Intel preferiu lançar a Arc Pro B70, uma placa gráfica direcionada exclusivamente para estações de trabalho profissionais equipada com uns massivos 32GB de memória GDDR6 e suporte ECC.
Ou seja, a Intel preferiu desviar o silício para onde consegue margens de lucro muito maiores, deixando os jogadores pendurados ao longo de 2026.
Assim, fica muito difícil olhar para a marca e ver ali um terceiro concorrente sério para o mercado de desktops. A Intel diz que sim, mas sem hardware real nas lojas para provar o que vale, as palavras valem muito pouco.
Já passaram anos, e tudo parece servir de desculpa.





