O truque é giro, mas… É uma solução genial ou preguiça da Microsoft? – Se tens acompanhado as últimas novidades do Windows 11, sabes perfeitamente que o sistema operativo da Microsoft tem sido alvo de críticas constantes pela falta de fluidez e por parecer substancialmente mais “pesado” do que o velhinho Windows 10.
Críticas que só ficaram ainda mais pesadas, depois de a Apple ter lançado um MacBook Neo “low-cost” com um nível de performance completamente absurdo.
Pois bem, a Microsoft decidiu agir, mas em vez de reconstruir o código do zero para o tornar mais leve, optou por aplicar um truque que injeta uma dose de “adrenalina” instantânea no teu processador sempre que tentas abrir um programa.
A funcionalidade chama-se Low Latency Profile (LLP) e, com a chegada da atualização de agosto (KB5121003), deixou de estar limitada ao Menu Iniciar e às apps nativas da casa para passar a acelerar praticamente qualquer programa ou jogo que tenhas instalado no computador.
De facto muda o jogo, mas…
Como funciona o truque do “Race to Sleep” e quanto mais rápido fica?

A lógica por trás do LLP apoia-se num conceito bem conhecido na indústria chamado “race to sleep”.
Ou seja, em termos muito simples, no exato segundo em que clicas no ícone de uma aplicação para a abrir, o Windows força o teu processador a disparar para a frequência máxima de relógio durante 1 a 3 segundos. O chip dá tudo o que tem numa fração de segundo para carregar a aplicação o mais rápido possível e, assim que a janela abre, volta imediatamente ao seu estado normal de poupança de energia.
Testes práticos no mundo real mostram que a diferença se nota logo no dia a dia.
Desde programas simples como o Bloco de Notas ou a Calculadora, passando por navegadores como o Chrome e até plataformas mais pesadas como a Epic Games Store, as janelas abrem e renderizam o conteúdo com um ganho de velocidade notório.
É a tentativa da Microsoft de silenciar as queixas de lentidão da interface de uma assentada.
É batota para disfarçar as falhas do Windows?
Como seria de esperar no mundo da tecnologia, a medida dividiu opiniões. Muitos críticos e utilizadores avançados já vieram apelidar o LLP de “truque preguiçoso”, argumentando que forçar o processador ao máximo para abrir coisas simples é apenas uma forma mascarada de esconder que a interface do Windows 11 continua mal otimizada na sua base.
Mas, a realidade é que o impacto deste “boost” pouco ou nada afeta a temperatura, a bateria, ou até a longevidade da máquina. Por isso, pelo menos no meu caderno, é uma solução inteligente que consegue ultrapassar todos os defeitos do Windows 11.
Gostemos ou não do método, a verdade é que o resultado prático entrega um Windows 11 muito mais reativo. A atualização está a ser disponibilizada de forma faseada através do sistema de distribuição da Microsoft. Por isso, se ainda não notaste o teu computador mais “esperto” a abrir programas… É apenas uma questão de dias até a novidade aterrar na tua máquina.
Notaste o teu Windows 11 mais rápido a abrir aplicações nos últimos dias ou achas que a Microsoft devia otimizar o sistema em vez de usar estes “atalhos”? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







