O mundo automóvel vai começar a usar memória RAM à sorte!

Graças ao desenvolvimento de novas tecnologias de ajuda à condução, como a tão famosa condução autónoma, a procura por memória no mundo da produção automóvel chegou a níveis nunca antes vistos.

Aliás, como deve saber, o mundo dos semicondutores está neste momento “à rasca” com falta de matéria prima para a produção, o que por sua vez está a limitar várias linhas de produção. É exatamente por isto que não existem consolas de nova geração, nem placas gráficas no mercado. E claro, é também um fenómeno que está a limitar seriamente grandes fabricantes de veículos automóveis.

Afinal de contas, se olharmos para a Tesla, a famosa fabricante de carros 100% elétricos já implementou memória GDDR5 nos recentes ‘refreshes’ ao Model S e Model X, tudo devido ao facto de também ter adotado tecnologia da NVIDIA para a interface e vários sistemas essenciais do veículo.

Uma estratégia que mais tarde ou mais cedo vai ter de ser adotada pela grande maioria das fabricantes… Afinal, os carros têm cada vez mais tecnologia, por isso, é preciso poder computacional e largura de banda suficiente para dar vida a todos os sistemas.



O mundo automóvel vai começar a usar memória RAM à sorte!

Model 3

Antes de mais nada, para ter noção, o Tesla Model 3 já conta com 14GB de memória DRAM, e ao que tudo indica, a próxima geração já virá com 20GB. Ou seja, mais RAM que a grande maioria dos PCs Gaming do mercado.

Dito tudo isto, é esperado que a quantidade de RAM nos carros aumente significativamente nos próximos anos. Com vários especialistas a apontar para um aumento de 30% até 2023.

Entretanto, tendo em conta os modelos existentes no mercado atualmente, a TrendForce estima uma média de quantidade de memória por volta dos 4GB em 2021. Contudo, é esperado que em 2021 este número mude muito significativamente, claro, se as fabricantes de semicondutores conseguirem ultrapassar as atuais limitações.

Por que razão é tão importante o mercado automóvel? É simples, margens de lucro muito superiores em relação ao mundo dos PCs e smartphones.

Afinal de contas, o ciclo de vida de um carro está facilmente acima dos 10 anos! Como tal, as fabricantes de memória têm de garantir que estes componentes duram por períodos de tempo mais alargados. O que claro está, significa componentes mais refinados, e por isso, mais caros para as marcas automóvel.


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Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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