É triste, mas há uma sensação estranha no ar… Quem acompanha este mercado há alguns anos começa a perceber que algo mudou, e não foi para melhor.
O entusiasmo desapareceu, a inovação anda a passo de caracol e, pior do que isso, as marcas parecem mais preocupadas em proteger margens do que em fazer produtos que realmente entusiasmem.
Isso significa que todas as novas gerações temos menos novidades, e mais contenção de custos. De facto, é uma tendência que não é de agora, mas… A IA deu cabo do resto.
Uma Samsung com medo de arriscar?

A Samsung já foi a marca que experimentava tudo. Ecrãs curvos, formatos diferentes, novas tecnologias antes de toda a gente. E de facto, em 2026, eram esperadas algumas mexidas na gama Galaxy S26, com a inclusão de um modelo Pro, e de uma adoção em pleno do modelo Slim.
Mas… Hoje? Joga pelo seguro.
A linha Galaxy S tornou-se previsível, a inovação verdadeira fica quase sempre presa aos modelos Ultra, e mesmo aí já não há grandes saltos. Para agravar o cenário, os rumores de aumentos de preço na próxima geração não ajudam em nada. Subir preços num mercado cansado é tudo menos uma boa ideia.
Uma Apple cada vez mais fechada no seu mundo

A Apple continua a vender como ninguém, mas isso não significa que esteja a empurrar o mercado para a frente.
A grande diferença no iPhone 17 Pro foi… O design traseiro. O smartphone é melhor claro, mas não é de todo uma revolução face aos modelos anteriores. É o que é.
Agora, a ideia de lançar uma geração sem um iPhone base, apostando tudo em modelos mais caros, é um sinal claro de onde está o foco. Menos opções, preços mais altos e um ecossistema cada vez mais fechado sobre si próprio.
Funciona financeiramente, mas empobrece o mercado.
A ASUS a admitir o óbvio!

Quando uma marca como a ASUS decide fazer uma pausa nos smartphones, a mensagem é simples. O mercado está no lodo.
A ASUS nunca foi dominante, mas trouxe diversidade, ideias diferentes e propostas interessantes. Se até marcas deste tipo começam a sair de cena porque não veem retorno, o problema vai ser grave.
A MediaTek a olhar para outro lado!
Talvez o sinal mais preocupante venha da MediaTek.

Quando uma empresa começa a desviar recursos dos chips mobile para áreas como IA e automóvel, está a dizer-nos que o futuro já não passa pelos smartphones. Pelo menos não como motor principal de crescimento.
Menos foco nos SoC significa menos competição, menos pressão sobre a Qualcomm e, no fim do dia, produtos menos interessantes para quem compra.
Isto também significa que a Qualcomm pode pedir o dinheiro que quiser, porque fica sem concorrência clara.
Então o que é que vai acontecer a este mercado?
Nada de bom, pelo menos no curto prazo.
Menos marcas, menos risco, menos inovação. Smartphones cada vez mais caros, cada vez mais parecidos entre si, e claro, menos entusiasmantes.
O mercado não vai morrer, claro. Mas vai ficar ainda mais aborrecido, mais fechado e mais previsível.
Quem gosta de tecnologia vai continuar atento. Quem compra por necessidade vai pagar mais. E quem ainda espera um “uau” todos os anos… vai ter de aprender a baixar expectativas. É de facto uma tristeza o que nos espera.

