Se andas atento ao mundo mobile, nomedamente ao ecossistema da Apple e o mercado de smartphones, sabes perfeitamente que todas as atenções estão viradas para o iPhone Ultra! O primeiro dobrável da gigante de Cupertino. Já tínhamos falado sobre como o seu formato promete mudar o jogo, mas o conceituado analista Ming-Chi Kuo veio agora deitar um valente balde de água fria em quem achava que ia deitar a mão a este bicho logo no primeiro dia. A Apple está a preparar-se para repetir a exata estratégia que usou em 2017 com o mítico iPhone X.
Isto significa que a marca vai apresentar o dobrável com pompa e circunstância em setembro, ao lado da gama iPhone 18 Pro e Pro Max, mas o início das vendas vai ser empurrado lá mais para a frente.
A razão para esta rasteira? Os habituais e severos desafios de produção que estão a limitar a quantidade de ecrãs dobráveis que saem das linhas de montagem.
Apresentado em setembro, comprado (talvez) perto do Natal
Para os mais esquecidos, o filme é exatamente o mesmo de 2017. Na altura, a Apple mostrou ao mundo o iPhone 8 e o iPhone X no mesmo evento. O iPhone 8 chegou às lojas passados poucos dias, mas quem queria o revolucionário e caríssimo iPhone X teve de esperar quase dois meses para conseguir fazer a pré-reserva. Com o iPhone Ultra dobrável vai acontecer o mesmo! O anúncio é em setembro, mas as encomendas só devem abrir lá para o final de outubro ou novembro.
E se achas que a espera é a pior parte, agarra-te bem à cadeira porque o preço vai ser… Chocante.
Kuo aponta para um preço de partida nos Estados Unidos a rondar uns pornográficos 2299$ a 2499$.
Como bem sabes, quando isto passar para Euros com os impostos e o IVA mais alto em Portugal, estamos a falar de um telemóvel que vai rebentar facilmente a fasquia dos 2600€ ou 2700€. É um luxo absurdo e inacessível para a esmagadora maioria das famílias, mas que serve perfeitamente para a Apple posicionar o aparelho no topo da pirâmide do status social.
Stock limitadíssimo para criar a ilusão de exclusividade
Dito tudo isto, convém não adormecer a meio da guerra. Mesmo a custar os olhos da cara, o analista prevê que o iPhone Ultra vai esgotar num piscar de olhos assim que as reservas abrirem, com os prazos de entrega a saltarem imediatamente para as 4 a 6 semanas. A Apple sabe perfeitamente o que está a fazer! Vai enviar para o mercado apenas 7 a 8 milhões de unidades do dobrável, contra as mais de 20 milhões da gama iPhone 18 Pro.
Esta escassez serve para duas coisas: dar tempo às fábricas para resolverem os problemas de controlo de qualidade do ecrã e, ao mesmo tempo, alimentar o “hype” e a loucura dos consumidores que querem mostrar que têm o gadget mais raro do momento.
Quem quiser entrar no mundo dos dobráveis da maçã vai ter de ter muita paciência e uma conta bancária sem fundo. A Apple vai voltar a ditar as regras do mercado e a testar o limite da carteira dos seus fãs mais devotos.






