Sempre que a Apple mete uma nova geração de iPhones nas prateleiras, o guião repete-se de forma quase religiosa. Os fãs juram que é o melhor sistema fotográfico alguma vez criado pela humanidade, enquanto o lado do Android se ri tal tem sido a aposta nas câmaras das fabricantes chinesas.
Pois bem, a conceituada DXOMARK acabou de publicar a sua análise exaustiva e colocou o novíssimo iPhone 18 Pro (e por arrasto o Pro Max, que partilha exatamente os mesmos sensores) no segundo lugar do ranking global com 172 pontos, colado à traseira do Huawei Pura 80 Ultra (175 pontos).
No papel, parece uma vitória estrondosa para a equipa da maçã, que conseguiu bater monstros como o Vivo X300 Ultra e o OPPO Find X9 Ultra (para nós o melhor smartphone do ano). Só que há um truque nesta história… Não estamos a falar de apenas e só fotografia. O vídeo está aqui misturado, e é aí que a Apple de facto é muito boa.
Onde é que o iPhone 18 Pro brilha a sério?

Portanto, o DXOMARK não poupou elogios ao trabalho que a Apple fez no processamento de imagem e na estreia da abertura variável na lente principal. Há áreas onde o novo topo de gama é simplesmente implacável:
- Fotografia noturna de outro nível: Foi classificada como a melhor da sua classe. O controlo de ruído, a retenção de textura no escuro e a exposição de sombras mostram um salto brutal de processamento, sem transformar a noite em dia de forma artificial.
- Abertura variável no ponto: A introdução de uma abertura física ajustável permite finalmente manter várias pessoas perfeitamente nítidas e focadas em fotos de grupo, acabando com aqueles borrões indesejados nas caras de quem está ligeiramente mais atrás.
- Vídeo e estabilização sem rivais: É aqui que o iPhone ganha a pontuação que o catapulta na tabela. A fluidez, o alcance dinâmico a 60 fps e a transição suave entre luz e sombra em andamento continuam a fazer corar qualquer rival do ecossistema Android.
O calcanhar de Aquiles: Um zoom periscópio que sabe a pouco
Então onde é que a carruagem descarrila? Exatamente no mesmo sítio de sempre: no alcance do zoom. Aqui o Android está noutro nível.
Se colocares o iPhone 18 Pro lado a lado com um Vivo X300 Ultra ou com o Pura 80 Ultra e começares a aproximar o detalhe a 10x, 20x ou 30x de ampliação, o telemóvel da Apple parece pertencer a uma geração anterior.
O periscópio da Apple continua tímido, perde definição com facilidade em longas distâncias e recorre a interpolação digital que empasta o detalhe fino. Para além disso, os testes apontaram problemas clássicos que já chateiam há anos… Reflexos de lente irritantes (o eterno lens flare). Desvios ocasionais no equilíbrio de brancos. E ainda uma diferença de brilho notória entre a pré-visualização no ecrã e a foto final processada.
O segundo lugar é justo, mas não conta a história toda
Ficar a apenas três pontos do topo mundial é um feito invejável, e para 90% das pessoas comuns que só querem tirar o telemóvel do bolso, disparar e ter uma foto fantástica ou um vídeo cinematográfico para o Instagram ou TikTok, o iPhone 18 Pro é uma máquina de guerra brutal e fiável.
Mas para os entusiastas da fotografia pura que querem versatilidade máxima de lentes e não dispensam um zoom capaz de apanhar detalhes a centenas de metros de distância, a liderança incontestada continua a falar chinês.








