Estou farto de dizer que a Apple “matou” o entusiasmo e a magia à volta dos seus modelos Pro e Pro Max. O Duo é infinitamente mais interessante e diferente, enquanto as diferenças nos topos de gama tradicionais parecem irrisórias à primeira vista. Afinal de contas, de forma muito concreta, o que é que temos de novo? Os novos iPhone 18 Pro e Pro Max trazem um processador melhor, um pouco mais de bateria e uma câmara com lente de abertura variável.
Mas, a questão de fundo é que, olhando apenas para o novo processador, estamos muito provavelmente perante o maior salto geracional de performance pura de sempre dentro do ecossistema da Apple.
Porém, há um problema gigante no meio disto tudo.
O iPhone 18 Pro não é igual ao ano passado. Há mais músculo. Mas ninguém vai notar!

Portanto, agora que os iPhone 18 Pro e 18 Pro Max começam finalmente a chegar às mãos dos consumidores e da imprensa, é possível ter uma ideia exata daquilo que de facto mudou no asfalto. E sim, há diferenças palpáveis. No lado da performance bruta, temos aqui um salto monumental. O Apple A20 Pro é um SoC absurdo em termos de potência e eficiência térmica, até por ser produzido no novíssimo processo de litografia de 2nm da TSMC.
Basta olhar para os gráficos dos benchmarks para ter a certeza absoluta de que os engenheiros de Cupertino não andaram a dormir em serviço.
Mas isso interessa a quem? Na prática, a muito pouca gente!

O poder de processamento bruto nas gamas altas do mundo mobile deixou de ser um problema real há vários anos. Podes perfeitamente andar com um iPhone 14 Pro ou um iPhone 15 Pro no bolso no teu dia a dia e nunca na vida vais sentir falta de fluidez, arrasto ou falta de força para despachar tarefas. É exatamente por isso que muito boa gente anda com o mesmo smartphone 3 ou 4 anos.
Aliás, a prova deste disparate é que a Apple pegou no processador do iPhone 16 Pro e criou um portátil a correr macOS. Os nossos smartphones tornaram-se máquinas demasiado poderosas para o uso que 99% das pessoas lhes dão.
Por isso mesmo, apesar de encher o olho nos testes sintéticos e de ficar muito bonito nos slides das apresentações, este aumento colossal de velocidade não se traduz em nenhuma melhoria tangível para o utilizador comum.
Abres o Instagram, mandas umas mensagens no WhatsApp, vês vídeos no YouTube, tiras umas fotos nas férias e a experiência é rigorosamente a mesma. E como tal, sim, na vida prática podemos afirmar sem rodeios que, neste campo, o novíssimo iPhone 18 Pro comporta-se exatamente da mesma forma que o 17 Pro do ano passado. Ou até do que o velhinho 16 Pro de há dois anos.
Músculo não falta. O que falta é uma razão real para a esmagadora maioria das pessoas abrir a carteira e justificar o salto para a nova geração.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto? Ainda dás valor a saltos de processador nos telemóveis topos de gama, ou sentes que já chegámos a um ponto em que a potência a mais serve apenas para alimentar gráficos de benchmark?








