No mundo dos PCs, óbvio que existem portas HDMI. Mas, a entrada mais utilizada costuma ser a DisplayPort. Porém, no lado das TVs, a coisa inverte-se. De facto, rara é a TV que tem uma entrada DisplayPort, para apostar tudo no HDMI. Porquê?
Se olharmos para trás, o velhinho cabo VGA reinou quase absoluto durante duas décadas no mundo dos computadores e das consolas antigas. Hoje, o HDMI é o rei indiscutível e o campeão de todas as ligações nas televisões das nossas salas.
No entanto, o facto de ser o padrão mais comum não significa que seja a tecnologia mais avançada do mercado. Até porque, na verdade, a versão mais recente do DisplayPort dá uma abada monumental ao HDMI 2.1 que tens em casa.
A guerra dos números e os custos ocultos das patentes

Portanto, para percebermos a diferença, basta olhar para a largura de banda. O DisplayPort 2.1 consegue suportar uns impressionantes 80 Gbps de largura de banda, deixando para trás os 48 Gbps oferecidos pelo HDMI 2.1.
Por sua vez, isto traduz-se em muito menos compressão de imagem e a capacidade de atingir taxas de atualização muito mais elevadas. Ou seja, no papel, o DisplayPort destrói a concorrência e até permite ligar vários monitores em cadeia (daisy-chain). O problema é que, para o utilizador comum que só quer ver futebol ou séries em 4K a 120 Hz, o HDMI 2.1 atual chega e sobra perfeitamente.

De facto, a verdadeira razão para as Smart TVs ignorarem o DisplayPort resume-se a uma palavra: dinheiro.
Ou seja, para meterem portas HDMI nos seus aparelhos, as fabricantes já são obrigadas a pagar taxas de licenciamento pesadas e a investir em chips (SoCs) compatíveis. Adicionar uma porta DisplayPort extra iria encarecer significativamente os custos de produção em massa. Assim, como até as televisões mais caras e premium do mercado continuam a usar exclusivamente o HDMI, as marcas simplesmente não têm qualquer incentivo económico para mudar de rumo.
O paraíso dos PCs e a realidade das consolas em 2026?
O DisplayPort 2.1 é o Santo Graal dos jogadores de PC, sendo capaz de empurrar o 4K até uns fluidos 267 Hz ou aguentar resoluções absurdas de 8K a 120 Hz e até 16K a 60 Hz. É por isso que todas as placas gráficas de topo, como a monstruosa RTX 5090, trazem esta porta de fábrica. No entanto, no ecossistema das consolas como a PS5 ou a Xbox Series X, o cenário é muito diferente. Jogos pesados como “Alan Wake 2” correm a 60 FPS com resoluções internas que muitas vezes nem chegam ao 4K nativo, dependendo de tecnologias de upscaling como o FSR para esticar a imagem.
Como nenhuma consola consegue quebrar a barreira dos 60 ou 120 FPS nos jogos de nova geração, enfiar uma ligação DisplayPort numa televisão comum seria um desperdício total de recursos. Não faria sentido algum.
Em suma, achas que as televisões deviam começar a trazer portas DisplayPort para ligar o PC de gaming à sala ou o HDMI já faz tudo aquilo de que precisas para jogar e ver filmes? Deixa a tua opinião nos comentários.




