A Renault lançou ontem o seu Twingo 100% elétrico, num evento em Lisboa, naquilo que é um automóvel que promete liberdade e eficiência para a cidade sem grandes problemas. Tudo isto a um preço que pode fazer sentido para o bolso dos Portugueses.
Mas… a realidade é que este não é o primeiro elétrico “low-cost” do grupo. O Spring já anda a fazer das suas desde 2021 e até tem recebido algumas atualizações para o tornar mais apelativo e competitivo.
O problema aqui é que, com o Twingo cá fora e a confirmação de que também vai existir um Twingo na Dacia, o Spring deixa de ter razões para existir. Ou será que não é bem assim?
O Dacia Spring já não tem razões para existir. E agora?
Caso não sabias, o Dacia Spring é o elétrico mais vendido para particulares em Portugal. De facto, é um automóvel que tem sido um sucesso um pouco por toda a Europa, sendo capaz de oferecer mobilidade elétrica sem pedir um rim aos clientes.
Mas com o Twingo a chegar ao mercado abaixo dos 20 mil euros, e com a promessa de uma adaptação deste carro para a gama da Dacia com um valor que deverá andar entre os 16 e os 17 mil euros, a verdade é que o atual Spring deixa de fazer sentido.
Até porque a plataforma que dá vida ao Spring não é do grupo Renault. Foi uma parceria “made in China” com algumas adaptações por cima para o tornar mais Europeu.
Porém, isto não significa que o nome Spring tem de desaparecer.
A Renault Portugal lançou hoje um comunicado a falar de uma segunda geração do Dacia Spring, a usar a imagem em cima. Curioso, porque a identificação da imagem inclui o nome “EVADER“. Caso não saibas, este é o nome de código que apareceu na Internet quando a Dacia começou a testar aquele que deverá ser o seu próprio Twingo.
Ou seja, o Dacia Spring que conhecemos vai deixar de existir. Mas não vai desaparecer. Vai mudar tudo ao mesmo tempo que mantém o nome. Isto porque, na opinião da Renault, este nome tem valor.
A questão agora é… Compravas o Twingo da Dacia? A que preço? Partilha connosco a tua opinião.





