O caçador de planetas da NASA obteve uma nova visão de Neptuno (Vídeo)

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O telescópio espacial Kepler, ou dito de outro modo, o caçador de exoplanetas da NASA, forneceu um novo olhar acerca do gigante de gás Neptuno, sendo que as novas observações podem revelar dados muito interessantes sobre novos mundos muito distantes do nosso sistema solar.

Neptuno passou no campo de visão do telescópio localizado no espaço entre novembro de 2014 e janeiro de 2015, altura em que o Kepler tinha os seus instrumentos de análise apontados ao longo do plano do sistema solar. Quando Neptuno entrou na linha de visão, o telescópio foi capaz de detetar a luz do sol refletida pelo planeta e pelas suas duas maiores luas.

Kepler

O telescópio Kepler foi desenvolvido para encontrar planetas através de uma técnica conhecida por método de trânsito

A nave espacial detetou pequenas mudanças no brilho do planeta, como revela o vídeo disponibilizado pela NASA. Posteriormente, os cientistas compararam os dados recolhidos pelo telescópio que revelaram flutuações de brilho de menos de 1% nas observações diretas o que levou à conclusão de que as variações foram causadas, em parte, por nuvens na superfície de Neptuno, que refletem a luz solar.

O telescópio Kepler foi desenvolvido para encontrar planetas através de uma técnica conhecida por método de trânsito. Quando um planeta que orbita à volta de uma estrela distante passa entre a estrela e a Terra – transitando através da face brilhante da estrela – o planeta bloqueia uma pequena quantidade de luz que o Kepler consegue detetar. Este método ajudou os cientistas a identificarem milhares de novos planetas.

O estudo do planeta Neptuno pode ajudar os cientistas a interpretarem os dados que o Kepler recebe de outros sistemas solares, que por vezes estão muito distantes para poderem ser observados diretamente. Em paralelo, Neptuno está suficientemente perto da Terra para que sua superfície possa ser visualizada por instrumentos como o Telescópio Espacial Hubble. Juntar as duas análises ajuda a interpretar melhor as informações recolhidas pelo Kepler.

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Bruno Fonseca

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