A NVIDIA vai mesmo lançar processadores. Sim… Plural! O plano é esmagar a Qualcomm no Windows com Arm! – A gigante verde não veio para a Computex apenas para mostrar um chip e ir embora.
Isto é o início de uma aposta que pode mudar tudo no mercado de computadores, e quem sabe, também no lado mobile da coisa. Ou seja, num anúncio que está a deixar a concorrência em pânico, a NVIDIA abriu o livro e revelou o plano que vai estender-se até ao final da década.
A nova linha de SoCs baseados em arquitetura Arm chama-se RTX Spark e marca o início de uma nova era para computadores portáteis e desktops de alta performance.
Será o início de algo em grande?
Qual é o plano de ataque?
O primeiro chip RTX Spark chega ao mercado equipado com 20 núcleos de processamento sob a arquitetura Grace, com a promessa de ser algo em grande. Mas, a NVIDIA já tem os sucessores prontos na calha.
Ou seja, de acordo com os documentos oficiais, em 2027 o mercado vai receber a arquitetura de CPU Vera, que inicialmente continuará emparelhada com os gráficos Blackwell, introduzindo o suporte crucial para as novas e ultra-rápidas memórias RAM LPDDR6.
Entretanto, a verdadeira loucura acontece em 2028, quando a NVIDIA juntar o processador Vera à nova arquitetura gráfica Rubin.
Afinal, se o RTX Spark base já impressiona com uma largura de banda unificada de 600 GB/s, a geração Rubin promete pulverizar estes números operando com uma eficiência energética muito superior.
Por fim, o plano estende-se até 2030, ano em que a arquitetura de processador Rosa estará totalmente integrada com os chips gráficos Feynman, garantindo designs feitos à medida para despachar qualquer carga de trabalho pesada.
Força bruta nos jogos e não só!
Para calar os céticos que acham que os chips Arm não servem para jogar a sério, o carismático Jensen Huang fez uma demonstração avassaladora em palco.
Ou seja, a marca garante que estes SoCs conseguem correr jogos AAA na resolução 1440p a uns estáveis 100 FPS. Para provar que não era apenas paleio de marketing, foram mostrados portáteis reais a correr títulos pesadíssimos como 007 First Light e Forza Horizon 6 alimentados exclusivamente pela bateria.
Isto significa que a capacidade de manter o desempenho gráfico no topo sem estar ligado à tomada é o verdadeiro trunfo da NVIDIA para assaltar o mercado ao longo de 2026.
E agora?
Bem, se os testes independentes confirmarem esta consistência e autonomia no mundo real, a Intel e a AMD vão passar por um mau bocado. A Apple e a Qualcomm abriram as portas da eficiência energética. Isso é verdade. Mas, a NVIDIA tem o monopólio do ecossistema de inteligência artificial. E, talvez mais importante que isso, o respeito dos jogadores… O que muda por completo as regras do jogo a partir deste outono.
Consegues imaginar-te a comprar um portátil todo NVIDIA? Pois, essa ideia pode estar muito perto de acontecer.





