A Nothing está de volta com o seu terceiro smartphone, que deve ser revelado oficialmente já no dia 1 de julho. Como seria de esperar, Carl Pei quer fazer barulho.
Só que desta vez, o “barulho” pode não vir acompanhado de muitos aplausos.
O Nothing Phone (3) parece pronto a abandonar aquilo que a marca construiu até aqui, tanto em termos visuais como de identidade. Infelizmente, nem é pelas luzinhas (glyphs) que vão desaparecer.
O novo problema tem um nome: design estranho com câmara desalinhada.
O novo Nothing quer ser diferente, mas pode estar a exagerar
A marca sempre apostou no “ser diferente”, mas até agora havia uma certa coerência. Aliás, acho que os Nothing Phone (3a) e (3a) Pro fizeram algo de muito especial, ao aparecer com algo de diferente, mas ainda assim muito apelativo ao olhar.
Mas, agora, o Phone (3) parece querer chocar só por chocar. Os rumores e leaks apontam para a substituição parcial do sistema de luzes traseiras por um pequeno ecrã. Uma ideia que até pode ter potencial, mas que já não surpreende tanto num mercado onde a inovação visual virou gimmick.
Ainda assim, o maior problema não está no ecrã secundário.
Está mesmo na assimetria da parte traseira. Uma assimetria que já parece estar confirmada porque a imagem em cima é oficial.
Ou seja, as câmaras surgem desalinhadas, num recorte estranho e desconfortável à vista, quase como se tivessem sido coladas à pressa, sem qualquer cuidado estético. Assim, num mundo onde até as marcas low-cost chinesas já alinham lentes como se fossem joias num relógio, isto parece uma provocação… ou um erro.
Minimalismo ou caos visual?
A aposta num design assimétrico pode até ser justificada internamente como uma “ruptura com o previsível”, mas o resultado prático é um telemóvel que parece inacabado. A verdade é só uma… O público não perdoa. Basta ver os comentários em fóruns e redes sociais: muitos consumidores dizem-se prontos a saltar fora se este for mesmo o visual final do equipamento.
Não é que o mercado precise de mais um clone de iPhone ou Galaxy, mas há uma diferença entre inovar e arriscar-se a afastar o utilizador só porque sim. Ou seja, a Nothing está a jogar com a linha ténue entre o irreverente e o estranho






