Hoje em dia está um pouco esquecido, curiosamente como o Zoe da Renault, mas a verdade é que o Nissan LEAF é uma autêntica lenda da eletrificação. Foi o carro que, há muitos anos, abriu os olhos ao mercado e provou que era possível termos um veículo 100% elétrico utilizável no dia a dia.
Mas o tempo passa, a concorrência chinesa e europeia apertou fortemente e a marca japonesa teve de mexer os cordões à bolsa.
Por isso, a terceira geração do LEAF foi totalmente redesenhada e acaba de aterrar em Portugal com vários argumentos muito fortes. Estamos a falar de um preço a arrancar nos 29.990 euros (+ IVA) e a promessa de resolver o medo de ficar sem bateria na estrada.
O carro mudou por completo o visual, abandonando aquelas linhas mais tradicionais para adotar um estilo muito mais moderno e aerodinâmico. Mas a grande rasteira técnica está na autonomia e na tecnologia que puseram lá dentro para atacar o mercado atual.
- Nota: Porquê o anúncio dos preços sem IVA? Muito simples, porque a esmagadora maioria dos carros elétricos em Portugal são vendidos para empresas.
- Carros elétricos têm velocidades limitadas. Porquê?
Adeus “ansiedade da bateria”: Até 622 km com uma única carga
Portanto, podes esquecer o LEAF antigo que servia quase exclusivamente para voltas na cidade ou trajetos curtos. Esta nova geração chega ao mercado com duas opções de bateria: uma de 52 kWh e uma enorme de 75 kWh.
De facto, é precisamente com a versão maior que o LEAF consegue homologar uma autonomia impressionante de até 622 km em ciclo urbano. Mas, não é só de bateria que se faz um carro. Também é necessária eficiência energética. Por isso, na estrada, o consumo anunciado fica-se pelos 13,7 kWh/100 km, o que é um valor excelente para quem quer fazer viagens longas sem andar sempre em pânico à procura de um posto de carregamento rápido.
Dito tudo isto, se precisares de parar numa área de serviço, a versão com a bateria maior consegue recuperar cerca de 417 km de autonomia em apenas 30 minutos. Além disso, no papel, o motor da versão topo de gama entrega 160 kW de potência (equivalente a cerca de 217 cavalos), despachando o arranque dos 0 aos 100 km/h em 7,8 segundos. Nada mau para um carro pensado para a família.
Outro detalhe muito interessante para quem gosta de campismo ou precisa de ligar ferramentas na rua é a inclusão da tecnologia Vehicle-to-Load (V2L). Na prática, o LEAF funciona como uma “powerbank” gigante sobre rodas, permitindo fornecer até 3,6 kW de energia para alimentar equipamentos elétricos externos, desde computadores portáteis a grelhadores ou luzes.
Parece um Ferrari?
Na altura do anúncio do Ferrari Luce, apareceram várias piadas na Internet porque já se conhecia o aspeto final do Leaf da Nissan. Piadas… Com algum fundo de verdade. É que o carro da Ferrari parece mesmo ter ido tirar alguma inspiração ao novo Leaf.
Mas… Vamos continuar no que interessa. No interior, o habitáculo cresceu e oferece agora uns generosos 437 litros de capacidade na bagageira, o que resolve o problema das malas nas férias. Mas a maior novidade no painel é o sistema NissanConnect, que agora traz o ecossistema da Google embutido de raiz. Isto significa que já não precisas de andar a emparelhar o telemóvel à força para teres um mapa decente: o Google Maps, o Google Assistant e a Play Store correm diretamente no ecrã do carro, permitindo-te controlar a climatização, a navegação ou a música do Spotify apenas com comandos de voz.
Quando começa a comercialização?
A Nissan decidiu abrir as reservas 100% online através do site dedicado (leaf.nissan.pt) e as primeiras unidades começam a ser entregues já neste mês de julho. Para tornar o negócio mais apelativo nesta fase de lançamento, a marca oferece 3 anos de manutenção incluída nas oficinas oficiais da marca. O carro chega dividido em três níveis de equipamento (Engage, Advance e Evolve), com os preços a começarem nos tais 29.990€ mais IVA para a versão Engage de 52 kWh.
Tu por aí, achas que esta renovação total e a promessa de mais de 600 km de autonomia são suficientes para colocar o novo Nissan LEAF no topo das tuas escolhas elétricas, ou com este orçamento preferes olhar para as propostas que chegam da China ou da Tesla?







