A inteligência artificial está em todo o lado, ou melhor, quer estar em todo o lado. Ou seja, desde que o ChatGPT apareceu no final de 2022, nenhuma grande tecnológica quis ficar para trás. Smartphones, PCs, navegadores, suites de produtividade. Tudo tem agora “AI” colado ao nome.
Mas há um problema. Apesar do gigantesco investimento, muita gente simplesmente… não quer.
Um terço dos adultos diz que não está interessado
Um relatório recente da Circana mostra que 35% dos adultos norte-americanos não têm qualquer interesse em ter funcionalidades de IA nos seus dispositivos. Não é uma minoria irrelevante. É mais de um terço do mercado.
Porquê? Bem, a principal “desculpa” é a privacidade.
59% dos que rejeitam IA dizem que o fazem por preocupações relacionadas com os seus dados. Num mundo onde já se fala de browsers com IA que podem espiar atividade e sistemas cada vez mais integrados na cloud, não é difícil perceber o receio.
Não quero pagar mais! O meu telemóvel já faz tudo.
43% afirmam que não querem pagar mais por funcionalidades de IA.
E aqui está um ponto muito interessante, e que mostra a fragilidade da IA no mundo atual.
As pessoas ainda não perceberam o que a IA pode fazer por elas no dia-a-dia, e como tal, não querem pagar mais por algo que nem compreendem.
Aliás, dois terços das pessoas inquiridas afirmam que os seus dispositivos já fazem tudo aquilo que precisam. Não é preciso mais.
Jovens mais abertos, gerações mais velhas mais céticas
Entretanto, o estudo mostra uma clara divisão geracional.
Entre os 18 e os 24 anos, 82% demonstram interesse em funcionalidades de IA. À medida que a idade sobe, o entusiasmo desce. Ainda assim, 65% dos que conhecem bem o conceito mostram curiosidade, sobretudo em smartphones.
A IA vai abrandar? Nada indica isso.
No lado dos consumidores, é muito provável que a adoção aumente um pouco. Por isso, as grandes empresas vão continuar a investir de forma massiva.
Sendo exatamente por isso que especialistas falam numa possível bolha tecnológica.
Antes de mais nada, no fim do dia, a questão é esta. A indústria está convencida de que a IA é o futuro. Mas o consumidor médio ainda não está convencido de que precisa dela.







