Mudar para uma “low-cost” nos tempos que correm é extremamente apelativo. Afinal de contas, sem olhar para a DIGI, que já começa a impressionar com a sua performance, a realidade é que as três operadoras de baixo custo são sub-marcas da MEO, NOS e Vodafone, e como tal, partilham da mesma exata infraestrutura. Isto significa que, pelo menos em teoria, o cliente iria usufruir do mesmo serviço.
Mas… não!
Tudo depende da operadora que escolhes, e mesmo que escolhas a “melhor” naquele momento, não vais ser tratado como um cliente premium. O que é normal, visto que estás a poupar uma valente quantidade de dinheiro. Afinal, no meu caso, passei de pagar 40 euros por mês para pagar 8€.
Porém, essa diferença pode ser paga em qualidade de serviço, quer queiras quer não queiras.
Mudei para uma operadora low cost. A rede é a mesma… mas a experiência não.
Portanto, mudei recentemente para uma operadora low cost que usa a rede da Vodafone. Estou a falar da Amigo. Entrei até em tempos de campanha, com o tarifário ilimitado disponível por 8€ mensais. Pensei eu: “mesma rede, por 8€!? Incrível!”
O problema começou quando comecei a usar o serviço no dia-a-dia.
A rede é a mesma. A prioridade é que nem por isso.
No papel estás na rede Vodafone. Na prática… não estás no mesmo nível.
A prioridade de acesso à rede é diferente. E isto nota-se mais do que devia.
Em zonas com muita gente, centros comerciais, eventos ou até em horas de ponta, a diferença aparece. Enquanto clientes “diretos” da Vodafone continuam com dados estáveis, eu começo a ver quebras, lentidão ou simplesmente ausência de ligação.
Não é problema do smartphone, nem falta de antenas. É falta de prioridade. Isto nota-se especialmente em zonas mais exigentes, onde a rede está mais congestionada.
Roaming? Aqui é onde dói mesmo
Outro choque foi o roaming. Estamos habituados à ideia de que dentro da Europa está tudo incluído. E sim, está… mas com limites.
Mas, nas low cost, esses limites são muito mais apertados.
Menos dados disponíveis, mais restrições e uma experiência que deixa de ser transparente. De repente, tens de pensar duas vezes antes de usar dados fora de Portugal. E isto pode ser um problema real para quem viaja com alguma frequência, ou simplesmente quer usar o telemóvel sem preocupações fora do país.
O “barato” que afinal não compensa?
Isto depende!
Todas as low-cost funcionam de forma diferente face às três grandes operadoras. Mas há operadoras “low-cost” que são menos limitadas que outras. A minha experiência com a Amigo não está a ser a melhor, mas segundo tudo o que tenho lido na Internet, e relatos de amigos e colegas, a Woo é muito mais interessante, com menos limites nos dados, na prioridade e com velocidades mais consistentes.
Ou seja, dentro do próprio mundo low-cost, também há níveis.
É aqui que está o ganho!
Vou mudar para a Woo. Porquê? Porque está a 7€ por mês, e claro, não tenho qualquer obrigatoriedade de ficar com a Amigo, porque não há fidelização. Até posso ir para a Woo, não gostar, e voltar a trocar.
Os tempos mudaram, e o jogo também.
Por isso, sim, vou continuar no mundo low-cost, porque mesmo com problemas, não quero, de forma alguma, voltar a pagar um absurdo mensalmente para ter rede móvel sem limites em Portugal.










