A Motorola fez um regresso extremamente interessante depois de vários anos desaparecida. Mas, ainda não consegue pisar os calos à Xiaomi, Samsung e Apple. Por isso, foi preciso “partir a roda” e fazer algo de muito diferente.
Ou seja, houve uma altura em que falar da Motorola era falar de telemóveis porreiros de gama média para desenrascar orçamentos curtos, enquanto a Samsung e a Apple dividiam o banquete dos topos de gama com preços proibitivos. Pois bem, tira o cavalinho da chuva se achavas que a marca detida pela Lenovo ia passar a vida resignada a vender aparelhos de gama média.
Isto porque, direto do Snapdragon Summit no Havai, a fabricante puxou da artilharia pesada e anunciou o novíssimo Motorola Signature 27.
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Motorola cansou-se de brincar aos smartphones? Ficou estranho!

A verdade é que não vieram para ser apenas mais uma opção na prateleira. Os chineses vieram armados até aos dentes para disputar a coroa.
Estamos a falar de um monstro equipado com o inédito processador Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6, som de luxo afinado pela Bang & Olufsen, refrigeração com metal líquido digna de um PC de gaming e… segura-te bem à cadeira… A promessa solene de 7 anos de atualizações completas de Android e de segurança!
É curioso! O design é tão fora da caixa face à restante gama, que acaba por ser estranho. Mas, estranho não precisa de ser mau.
Será que a velha guarda dos topos de gama tem motivos para suar frio?
O calcanhar de Aquiles histórico da Motorola sempre foi o mesmo. Lançavam hardware impecável, mas depois esqueciam-se de lançar atualizações de software a tempo e horas. Ao bater no peito com sete anos de suporte garantido e especificações no limite da física, a marca dá uma bofetada de luva branca nos céticos.
O terror das temperaturas? Arrefecimento com gel de diamante e metal líquido!

Com os novos processadores de ponta a puxar cada vez mais energia para alimentar ferramentas de Inteligência Artificial e jogos pesados, o sobreaquecimento tornou-se o drama número um da indústria móvel. Em vez de recorrer ao habitual estrangulamento térmico por software para esconder o calor, a Motorola foi ao extremo da engenharia de materiais.
O sistema batizado de ArcticMesh parece mais saído de uma bancada de overclock do que de um telemóvel elegante:
- Compostos térmicos exóticos: Junta gel térmico com infusão de pó de diamante, uma camada de metal líquido na interface do chip, malha de cobre estruturada e uma câmara de vapor 3D redesenhada de raiz.
- Desempenho contínuo sem quebras: A ideia é simples mas brutal: dissipar os picos de calor em tempo real para que o chip Snapdragon consiga manter frequências de relógio brutais em sessões longas de vídeo 4K ou gaming sem queimar as mãos do utilizador nem cortar o brilho do ecrã.
Câmara periscópio de 200MP e som que humilha colunas portáteis.
No departamento fotográfico, a marca não facilitou.
O sensor principal é o estreante Sony LYTIA 910 de 50 megapixels (um sensor generoso de 1/1.28 polegadas com tecnologia LOFIC para controlar contrastes violentos e evitar céus rebentados de luz). Mas o verdadeiro murro no estômago à concorrência está na lente secundária: um periscópio com uns insanos 200 megapixels para zoom de longa distância com estabilização ótica mecânica de 3.5 graus.
Para fechar o pacote multimédia com chave de ouro, nada de colunas estridentes com som de lata. A Motorola estreou a sua parceria oficial com os mestres da Bang & Olufsen (B&O), trazendo calibração acústica dedicada para garantir palco sonoro e graves com corpo a sério. Tudo isto envolvido numa estrutura de alumínio com acabamentos traseiros texturados em cerâmica e padrões Pantone.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto? Achas que a aposta da Motorola com som B&O, câmaras pesadas e 7 anos de atualizações é suficiente para te fazer esquecer a Samsung ou a Apple? Ou o peso do símbolo no bolso ainda fala mais alto na hora de gastar dinheiro num topo de gama?






