MiST: A máquina do tempo para voltar a jogar os velhos clássicos

Muitos de nós, puristas e entusiastas do Retro Computing, dizemos que as novas FPGA tais como a MiST e o ZXUNO, “não são como as máquinas originais”, mas é certo e sabido que estas oferecem inúmeras vantagens. Fizemos um pequeno preview para ajudá-lo a entender como funciona a MiST e se é realmente um bom investimento.

Todos os colecionadores de máquinas antigas têm um problema incontornável, que mais cedo ou mais tarde, virá à tona. O tempo passa, e a maioria do material vai apresentando problemas. Problemas esses que são principalmente causados pelo excesso de uso e desgaste do material.

Sejamos realistas: em muitos casos, alguns computadores já têm mais de 30 anos. É possível efetuar uma manutenção: trocar condensadores e substituir peças ou chips avariados por outros usados, mas a verdade é que a maioria desses componentes já não são mais fabricados. Acontece em alguns casos, muito raros, encontrarmos alguns chips NOS – new old stock – perdidos em lojas de eletrónica de outros tempos. Em último caso podemos recorrer às novas implementações, como por exemplo: a carissima SLAM ULA para o ZX Spectrum 128k, desenvolvida pelo Mark Smith, ou o SwinSID, chip de som do Commodore 64, em que a implementação foi totalmente realizada em CPLD, podendo assim substituir o chip analógico original, mas é certo que nunca irá reproduzir os filtros da mesma maneira e com a mesma qualidade sonora do sintetizador de som SID 6581/8580 (Sound Interface Device), original de 1982 da MOS Technology, mais tarde Commodore.

Desta forma foi necessário recorrer a outras soluções alternativas, sendo a solução mais conhecida: – os emuladores. Podemos desta forma manter ‘seguros’ e arrumados no nosso sótão ou arrecadação (até certo ponto) os nossos Amigas, Spectruns, etc e usar computadores novos, modernos para emular as nossas máquinas favoritas. Mas obviamente, o ‘felling’ e o prazer de trabalhar com a máquina real, fica completamente perdido…

Descobrimos recentemente um meio termo. Diria que é a ponte entre o novo hardware e os clássicos de sempre. Graças à tecnologia FPGA (Field Programmable Gate Array), foi assim permitida a implementação / sintetização de hardware, a qual deu origem às MiST: uma implementação do hardware Amiga e Atari ST totalmente desenvolvido por Till Harbaum. (atualmente a MiST já suporta mais de 20 tipos de computadores).

Mist

A MiST tem um design clean, moderno, e neste caso, ninguém fica indiferente à case transparente que mostra com todo orgulho e esplendor os integrados da máquina. Não há nada a esconder. É uma caixa sólida que apresenta nas laterais as várias portas de entrada:

Eis o que podemos encontrar na parte frontal:

Leds: (1) MIST power, (2) Amiga power, (3) SDcard / Disco rigido.

Leitor: SDcard slot até 32GB HC.

Botões: (1) hard reset, (2) OSD menu / configuração, (3) soft reset (ctl-Amiga-Amiga)

Lado direito:

2 Portas Joystick (ATARI DB9 e rato Amiga);

Parte traseira:

Interruptor ON/OFF;

Dupla alimentação. Opcionalmente pode ser utilizado o tradicional Micro USB de 5V 300mA – igual a qualquer carregador telemóvel – ou em alternativa alimentação de 2.5 mm. O último trás vantagens em termos de longevidade. É reconhecido, que, com o tempo, as portas micro USB ganham folga levando a diversos problemas.

4 Portas USB compatíveis com ratos, teclados, joysticks USB modernos. Não suporta PENs ou discos externos.

Audio stereo 3.5 mm mini-jack.

Vídeo VGA 31 kHz standard, a qual pode ser configurada para 15 kHz suportando assim TVs e monitores com ligação SCART / EURO AV 21 pins tais como o Philips 8833, Commodore 1084s ou outro qualquer. O cabo que converte a ligação VGA em SCART é um extra, totalmente opcional.

O nosso veredicto

Na nossa opinião pessoal a MiST é realmente um bom produto e vale todo os euros que custa e a experiencia é exatamente a mesma que um Commodore Amiga, Atari ST ou Spectrum 128k original (Pentagon ou outro qualquer), mas com alguns extras:

  • O hardware não tem 30 anos e tem garantia
  • Estão implementados mais de 20 cores que vão desde máquinas 8bit até 32bit: Amiga, Atari ST(e), ZX Spectrum, etc…
  • Motherboard extremamente pequena, com construção bastante sólida;
  • Implementação por hardware (nada de emulações);
  • Consumo energético muito reduzido: 5V 300mA;
  • Baseado em engenharia reversa, com núcleos e firmware em constante progresso e desenvolvimento;
  • Vasta comunidade de utilizadores entusiastas, dando inumero suporte a todos os sistemas;
  • 100% compatível com ratos Amiga e joysticks originais DB9 (Commodore e Atari), bem como joysticks USB modernos;
  • Configuração rápida: Para fazer backup, basta copiar o conteúdo do SD;
  • Alteração de sistema / core, pode ser feita com uma simples troca de SDcard ou escolha através de menu;
  • Suporte para monitores VGA e SCART (inclui Scandoubler – tal como o Amiga 3000 tinha).
  • Experiência de utilização muito semelhante, se não idêntico a um Amiga real, especialmente com um monitor SCART.

Performance

Em termos de performance equivale a um 68020@88MHz CPU ou 68030@50MHz (Blizzad 68030). É comparável a 1.5x o Amiga 3000. Não suporta MMU ou FPU. A memória é também configurável o quanto se possa disponibilizar:

  • Chip RAM: 2 MB
  • Fast RAM: 24 MB
  • Slow RAM: 1.5 MB

Este produto é vendido na RetroShop.pt e pode encontrar mais informações aqui.

Forúm oficial suporte em português:

http://retroforum.pt/viewforum.php?f=3

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