Separação total da Xbox ou uma parceria externa para salvar o negócio? Eu sempre achei isto impensável, mas parece ser algo em cima da mesa nos escritórios da Microsoft.
É inegável que a divisão de gaming da Microsoft continua a viver o período mais conturbado da sua história recente. Ou seja, depois dos rumores de despedimentos em massa e do aumento brutal no custo dos componentes, a nova liderança da Xbox está disposta a avançar com medidas extremas para travar a queda nas receitas.
Mas, desta vez, o cenário em cima da mesa vai muito além de uma simples reestruturação interna. Fontes próximas da gigante tecnológica revelaram que a administração não põe de parte a hipótese de separar a Xbox da casa-mãe ou de criar uma “joint venture” com um parceiro externo. (De facto, já aconteceu com a ASUS).
A Xbox gerida como o LinkedIn ou integrada no Windows?
De acordo com as informações que andam a fazer as rondas na indústria, uma das hipóteses em cima da mesa passa por transformar a Xbox numa subsidiária totalmente independente, seguindo o modelo que a Microsoft já aplica com sucesso no LinkedIn ou no GitHub.
A outra alternativa, ainda mais drástica, seria encontrar um parceiro de peso no mercado para partilhar a gestão e os custos da marca através de uma “aventura” conjunta. Perante este cenário de incerteza, figuras da indústria como o antigo líder da PlayStation, Shuhei Yoshida, já vieram a público prever um desfecho mais pessimista, sugerindo que a marca Xbox poderá acabar por “dissolver-se” e fundir-se diretamente ao ecossistema Windows.
Esta previsão ganha força quando olhamos para os rumores em torno da próxima consola da marca, conhecida pelo nome de código “Helix”. Um dispositivo que deverá ter uma arquitetura muito mais aberta e focada na execução nativa de jogos de PC.
É a admissão clara de que o modelo tradicional de consolas fechadas deixou de ser rentável para os cofres de Redmond. (Mas, vamos ser honestos, esta forma de pensar não está completamente errada. Não faz muito sentido achar que o mercado não mudou. Porque mudou. O modelo tradicional está muito gasto).
Ao mesmo tempo, temos odem para acelerar Halo, Fallout e Elder Scrolls!
Apesar do ambiente de contenção de custos e da ameaça de reestruturação estrutural, a CEO da Microsoft, Satya Nadella, deu luz verde para injetar capital onde realmente importa. Ou seja, na aceleração do desenvolvimento das grandes sagas da empresa.
Acelerar o passo com Halo, Fallout e The Elder Scrolls, três colossos que estão sem lançamentos inéditos há demasiados anos.
Ou seja, é estranho… A Microsoft quer estancar a ferida. Mas, ao mesmo tempo, quer continuar a investir.
A próxima geração vai existir, com toda a certeza, tanto no lado da Sony como também do lado da Microsoft. Mas, vai ser diferente, e vai fechar o jogo para muito boa gente no mercado. Quem perceber melhor como o mercado mudou, vai sair vencedora. Resta esperar para perceber o que vai acontecer.






