Ainda não existe um plano oficial, porque ainda nada foi comunicado, mas já começaram a aparecer informações na Internet. O que esperar?
Como deve saber, o Metro de Lisboa vai mudar, aliás, está prestes a entrar na fase mais caótica da sua história recente. Curiosamente, tudo começou com uma informação que não veio em comunicado, nem em conferência de imprensa, nem sequer em nota escondida no site oficial.
Surgiu no Reddit, partilhada por quem esteve num seminário técnico com engenheiros do Metro. E a verdade é que faz demasiado sentido para ser inventado.
Ou seja, segundo esses relatos, o período de transição para a futura Linha Circular já está definido internamente. Não foi anunciado, mas está preparado. E claro, vai mexer com a vida de quem depende diariamente do metro.
O que vai acontecer?
Durante esta fase temporária, antes da abertura total da Linha Circular, o plano operacional será este:
- A Linha Amarela deixa de ir ao centro de Lisboa e passa a funcionar apenas entre Telheiras e Odivelas.
- A Linha Verde passa a fazer um arco entre Rato e Cais do Sodré.
Na prática, o Metro está a preparar uma espécie de “versão beta” da futura rede, mas sacrificando a ligação direta de milhares de pessoas que vêm todos os dias de Odivelas e necessitam de seguir para o centro.
Campo Grande? Vai ser complicado.
Se isto avançar como descrito, o Campo Grande vai transformar-se no maior funil da cidade. Toda a gente que vem de Odivelas terá de sair ali para mudar para a Linha Verde.
Algo preocupante, porque esta é uma estação que já está sobrelotada, e que por isso mesmo, já hoje tem momentos de autêntico sufoco. (Isto sem falar em dias de jogo).
Afinal, o que é uma linha circular?
É mais simples do que parece. Uma linha circular é uma linha que, em vez de terminar num ponto final, dá a volta completa e regressa ao início. Como um anel. Entra num lado, sai no outro, e no fim volta ao ponto de partida sem nunca “acabar”.
É um conceito comum em várias cidades e tem vantagens muito claras: mais frequência, menos tempos de espera, e um fluxo constante de comboios.
O problema? Só funciona quando o resto da rede também funciona. Quando encaixa. Quando faz sentido no desenho global.
E agora?
Como por vezes acontece, o anúncio oficial chega tarde e a informação chega primeiro pelos utilizadores. O Metro não confirmou oficialmente este período de transição, mas também não o desmentiu.
O mais provável? O plano é real. E vai avançar mais cedo do que pensamos.
Resta saber se Lisboa aguenta. Ou melhor, se esta fase de transição não vai mostrar exatamente aquilo que muitos vêm avisando há anos: que a Linha Circular não resolve o problema central do Metro, apenas o desloca para outra estação.






