O mercado dos smartphones dobráveis anda há anos a prometer uma revolução que nunca chegou realmente a acontecer. Sim, há produtos interessantes e, de facto, até existe evolução e alguma inovação. Mas a verdade é que continua a ser um segmento de nicho, caro, frágil na cabeça do consumidor e ainda longe de convencer o grande público.
Pois bem, tudo isso pode mudar assim que a Apple meter lá os pés.
Os dobráveis nunca explodiram como muita gente previa?
A culpa é um bocadinho da Samsung, que continua a liderar o segmento, mas que também o arruinou logo à partida, quando o Galaxy Fold foi lançado e logo a seguir retirado do mercado.
Ainda assim, quando a Samsung começou a apostar a sério neste formato, muita gente achou que era só uma questão de tempo até os dobráveis substituírem o smartphone tradicional. Não aconteceu e, de facto, aos dias de hoje, poucos são os consumidores que acreditam nisso.
Porquê? O consumidor olha para estes equipamentos e continua a ver um preço muito alto, mais pontos de falha, uma durabilidade que levanta dúvidas e, em muitos casos, uma experiência que ainda não justifica o salto.
Ou seja, a ideia continua interessante. Mas o mercado nunca explodiu como se esperava.
A Apple pode fazer em meses aquilo que outras marcas não fizeram em anos?
É precisamente por isso que o iPhone Fold continua a gerar tanto barulho. Não porque a Apple vá inventar o conceito do zero, mas porque a Apple tem uma capacidade absurda de pegar num mercado morno e transformá-lo numa moda séria quase de um dia para o outro.
Foi assim com os smartwatches. Foi assim com os earbuds. E, apesar de ser uma missão mais complicada, pode muito bem voltar a acontecer com os dobráveis.
Os rumores apontam para mais confiança da Apple?
Os mais recentes rumores dizem que a Apple terá aumentado em 20% o inventário de ecrãs para o seu primeiro dobrável. Se isso se confirmar, é um sinal claro de que a empresa está mais confiante na procura inicial do que muita gente poderia esperar.
Também se fala numa produção inicial a rondar os 11 milhões de unidades. É um número significativo para uma primeira tentativa.
Mas… o maior problema continua a ser o preço
Claro que nem tudo são boas notícias. Há rumores a apontar para um preço base a rondar os 2 mil euros, o que é, como seria de esperar, completamente absurdo para a maioria das pessoas.
Mas isso também já era previsível. A Apple não vai entrar neste mercado com um produto barato, nem quer fazê-lo. Vai entrar por cima, como quase sempre faz, e deixar que o nome, o ecossistema e o fator novidade tratem do resto.
O mercado dos dobráveis precisava mesmo disto
No fundo, esta categoria anda há demasiado tempo a circular à volta da mesma ideia. Muito potencial, alguma inovação, mas pouca tração real junto do consumidor comum. E isso começa a cansar.
É isso que torna esta história tão interessante.










